Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Entretanto, no hodierno brasileiro o debate dos perigos causados pela indústria farmacêutica e seus farmacos não é diferente do mito filosófico. Sendo assim, é necessário analisar essa mazela ora ocasionada pela indústria cultural, ora pelo enraizamento cultural da prática de automedicação.

Primeiramente, é preciso destacar a influência da indústria cultural que segundo os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, tem como objetivo principal manipular maior parte da populção ao consumo para inflacionar lucro de grandes empresas. Nesse sentido, as farmacêuticas tornam-se um perigo ao realizarem propagandas de remédios, principalmente durante a era digital do século XXI em que anúncios são direcionados especificamente para determinados perfis, aumentando o potencial de compra e lucros, entrando em conflito com a segurança pessoal, já que levaria esses usuários à automedicação prejudicando a saúde deles. Sendo assim, um prática abusiva por parte da indústria de farmacos que coloca a população em risco, dessa maneira fica evidente a necessidade do controle explorativo desse tipo anúncio.

Ademais, outro fator relevante que contribui para esse perigo aliado a indústria cultural é prática cultural da população brasileira de se automedicar. Nesse ponto de vista, o enraizamento comportamental de tomar comprimidos ou analgésico, que de acordo com matéria do G1 se mostra muito comum entre 77% da população do Brasil, sem receitas médicas pode gerar problemas maiores cronicamente, já que gera danos aos rins e ao fígado, além de ficar exposto à reações adversas ou alérgicas das drogas. Faz-se, portanto, necessária a desconjuntura dessa prática na sociedade brasileira contemporânea.

Sendo assim, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde e as Indústria farmacêuticas um controle maior na venda e exposição de medicamentos, por meio da assinatura de um pacto em que fique explícito a utilidade do remédio e o perigo do uso sem receita nas propagandas das farmacêuticas, a fim de combater o viés lucrativo e não saudável dessa indústria e a sua forte influência no consumo de medicamentos sem receita. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde promovam um ação educativa informando problemas da automedicação, por meio de debates socioculturais e abertos com médicos, sociólogos e especialista nos canais abertos de comunicação (internet, TV, rádio e jornais), com o intuito de erradicar o mau hábito dessa prática na sociedade brasileira e evitar os males por ela causados.