Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social. Nessa lógica, ganha notoriedade, no Brasil, os perigos da indústria farmacêutica, uma vez que impulsionam através da propaganda, a automedicação, além de facilitar o acesso aos medicamentos.

Em primeira análise, cabe inferir que conforme o estudioso George Orwell, a mídia move a massa. Logo, é fundamental destacar a importância de tal plataforma digital no que diz respeito ao poder de influenciar a sociedade. Nesse sentido, deve-se ressaltar o perigo da automedicação entre os brasileiros, visto que esses são fortemente conduzidos pelas propagandas massivas do campo farmacêutico e, consequentemente, adquirem medicações sem a prescrição de um profissional qualificado na área.

Em segunda análise, deve-se depreender que conforme o conceito da  ‘‘Banalização do Mal’’ , elaborado pela filosofa alemã Hannah Arendt, às pessoas tendem a naturalizar certas ações sem realizar um julgamento moral. Nessa perspectiva, é evidente, no país, o perigo decorrente da facilidade ao acesso a medicamentos que além de contribuir com o agravamento de problemas de saúde, quando não indicado por um médico, tornam-se nocivos à saúde humana quando tomados em quantidade e frequência incorretas.

Faz-se necessário, portanto, que o Estado fiscalize com mais rigor à venda de produtos ligados à indústria farmacêutica, além de analisar com inflexibilidade as propagandas de caráter farmacológico e o fácil acesso a medicamentos. Tais iniciativas devem ser realizadas em todo território nacional e objetivar o controle de medicamentos vendidos sem a prescrição médica. Sendo assim, os perigos da indústria farmacêutica seriam reduzidos e a população brasileira teria o bem-estar garantido, como postulado por Hobbes.