Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 23/06/2020
Com a revolução Técnico-Científico-Informacional, no século XX, tornou-se evidente os avanços ocorridos na área farmacêutica em todo o mundo. Nessa perspectiva, nos dias atuais, tal avanço tecnológico corroborou a influência das indústrias farmacêuticas na sociedade. Desse modo, a busca excessiva por lucro pelas empresas e a automedicação são impasses na atualidade brasileira.
A priori, diversas empresas utilizam o jogo de marketing para atingir um alto número de consumidores. Dessa maneira, de acordo com os filósofos Adorno e Horkheimer, estudiosos da Escola de Frankfurt, a indústria de massa é responsável por manipular grande parte da população à consumir determinado produto. Com isso, a sociedade contemporânea torna-se vítima do excesso de propagandas de medicamentos de empresas com o viés extremamente capitalista e, consequentemente, coloca em risco a própria saúde.
Ademais, o fácil acesso para obter fármacos em drogarias é a principal causa da automedicação no País. Hodiernamente, de acordo com o sociólogo Pierre Bordieu , a sociedade está inserida no “Habitus ” o qual exemplifica costumes enraizados nos seres humanos. Dessa maneira, cerca de 90% da população brasileira já praticou a automedicação, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, torna-se evidente a necessidade de medidas que reeduquem os brasileiros acerca dos problemas advindos do uso de medicamentes sem a prescrição médica.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Governo Federal, como gestor dos direitos coletivos, juntamente com o Ministério da Saúde, promover a conscientização dos indivíduos sobre os perigos da automedicação, por meio da disseminação de propagandas educativas em todos os meios de comunicação, com o objetivo de impedir uso de medicamentos incorretos e sem prescrição médica e, consequentemente, o danos na saúde da população brasileira.