Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
O filme “Efeitos Colaterais” evidencia muitas verdades sobre as empresas de medicamentos, dentre as quais o seu maior objetivo é manter o paciente cativo aos remédios, na intenção de obter cada vez mais lucro. Dessa forma, é notório que há perigos preocupantes gerados pela indústria farmacêutica. Tais riscos vão desde automedicação até o efeito dominó gerado pelos medicamentos controlados.
A princípio, é possível avaliar que um dos principais perigos da indústria farmacêutica é o estímulo à automedicação. A saber, tem-se a pesquisa feita pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), a qual afirma que 72% dos brasileiros se medicam por conta própria, e 40% da população faz o autodiagnóstico por meio da internet, por ser mais imediato do que uma consulta médica. Assim, é evidente a preocupação das autoridades de saúde, já que, a ingestão de medicamentos e doses erradas podem gerar complicações futuras, como a falta de efetividade de determinadas drogas ou até mesmo a dependência de alguma medicação.
Além disso, cabe acrescentar que outro risco trazido pela indústria de fármacos é o efeito dominó gerado por alguns remédios controlados. Isso porque um remédio causa efeitos colaterais que são sanados com uso de outra medicação, e esta outra droga resulta em diferentes efeitos, gerando uma situação em cadeia. Corolário à essa realidade, tem-se os dados do site de notícias G1, os quais afirmam que o número de pessoas que passaram a tomar remédio controlado no Brasil aumentou em 161%. Destarte, ver-se o quanto que a indústria de medicamentos provocou a dependência de muitos brasileiros a remédios periódicos.
Fica claro, portanto, que a indústria farmacêutica trás muitos danos à saúde dos indivíduos. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde estimule à população a procurar ajudar médica antes de se medicar e regulamente as empresas de fármacos, fazendo com que elas prezem pela fabricação de remédios que não ocasionam efeitos colaterais, diminuindo, então, a necessidade de uso de vários medicamentos para uma doença.