Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 23/06/2020
A Segunda Revolução Industrial, a qual entrou em vigor no século XIX, proporcionou a queda da taxa de mortalidade devido aos grandes avanços no âmbito farmacêutico. Nesse viés, na sociedade contemporânea, a indústria farmacêutica, ainda, é de extrema importância para a perpetuação do bem-estar social. Contudo, é fundamental analisar os principais perigos gerados por essa indústria: o comprometimento da saúde dos brasileiros e a perda da liberdade dos cidadãos.
Em uma primeira abordagem, deve-se dizer que, de acordo com o antropólogo Darcy Ribeiro, a sociedade contemporânea é operada por um sistema de comunicação, o qual impõe padrões de consumo. Nessa perspectiva, no Brasil, a indústria farmacêutica utiliza as propagandas midiáticas para adquirir consumidores e expandir a venda de seus produtos. Dessa maneira, diversos brasileiros são seduzidos pela mídia a comprar e a utilizar remédios, sem a prescrição médica, para tratar doenças consideradas “simples”. Nesse cenário, a automedicação é capaz de trazer prejuízos para os indivíduos, pois, além de poder causar efeitos colaterais, como alergias, vômitos e perda de apetite, ela pode mascarar doenças graves, como o câncer. Nesse sentido, a indústria farmacêutica pode comprometer a saúde dos cidadãos.
Em uma segunda análise, deve-se falar que, segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, “o Homem é condenado a ser livre”. Contudo, no Brasil contemporâneo, diversos medicamentos da indústria farmacêutica podem interferir nessa liberdade. Nesse contexto, devido a facilidade de acesso a medicamentos no país, diversos indivíduos, sem acompanhamento médico, utilizam remédios, os quais são vendidos, na maioria das vezes, de forma livre. Porém, o abuso dessas substâncias “inofensivas” pode gerar impactos no Sistema Nervoso Central dos indivíduos, fazendo com que eles sintam a necessidade de consumir cada vez mais essas drogas. Nesse sentido, os produtos das indústrias farmacêuticas podem gerar vício e, consequentemente, provocar a perda de liberdade dos brasileiros.
Portanto, a indústria farmacêutica pode trazer perigos para a sociedade. Assim, é necessário que o Ministério da Saúde informe a população sobre os problemas gerados pela automedicação, fomentada por essa indústria, por meio de vídeos, transmitidos na mídia televisiva no horário nobre e nas redes sociais do governo. Somado a isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve diminuir a facilidade de acesso das pessoas a medicamentos, com a criação de uma plataforma nacional, sustentada por lei, que limite o número de compras mensais de medicamentos sem prescrição médica pelos indivíduos. Essas ações unidas têm o objetivo de diminuir o vício e os danos à saúde e, dessa forma, perpetuar o bem-estar social proporcionado pela indústria farmacêutica revolucionária.