Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 20/06/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, a falta de conhecimento por parte da comunidade ligada à negligência do Estado faz com que uma parcela da sociedade não usufrua deste direito e a indústria farmacêutica ganhe crescentemente a adesão da população. Nesse âmbito, os desafios diante de tal situação devem ser superados para que os indivíduos não tornem-se consumidores compulsivos.
Primeiramente, o Brasil ocupa a oitava posição no ranking mundial do mercado farmacêutico e a expectativa para 2021 é alcançar a quinta posição, segundo dados do Guia 2017 da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), isso mostra que, nesse quesito, o Brasil cresce de forma acelerada, o que é algo bom para o país, mas pode vir a tornar-se algo descontrolado para a sociedade brasileira. Nessa perspectiva, de acordo com o Instituto de Pós-graduação do Mercado Farmacêutico (ICTH), 79% dos brasileiros praticam automedicação, ou seja, as pessoas têm fácil acesso ao uso de remédios e isso lhes permite usá-los de forma inadequada.
Por conseguinte, ocupando a nona posição na economia mundial o Brasil poderia ter medidas eficientes para garantir os direitos de seus habitantes. Contanto, vê-se que já é parte do cotidiano da população campanhas publicitárias que prometem a melhora de doenças, algumas até incuráveis, e os indivíduos alienados por tanta informação, acabam por adquirir os medicamentos, na esperança de que eles tenham o efeito esperado.
Portanto, é de suma importância, que o Estado estabeleça junto ao ICTH medidas que aumentem a produtividade para que os medicamentos sejam mais acessíveis para a população que não tem condições para comprar os produtos. Além disso, cabe à eles restringir o acesso à remédios sem prescrição médica, aplicando uma multa às empresas que praticarem a venda, a fim de diminuir a taxa de automedicação na população brasileira.