Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/06/2020
De acordo com o portal T5, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros, os quais recorrem, em sua maioria, a fontes inadequadas de informação, como a internet, para essa prática. Tal realidade remonta a um quadro preocupante, pois traz muitos riscos, sobretudo, no atual cenário da indústria farmacêutica, a qual vende, muitas vezes, de forma irregular e de fácil acesso, além de se aproveitar do imediatismo por resultados exigido pela sociedade, criando medicamentos que podem gerar riscos à saúde.
Em primeira análise, segundo dados divulgados pela revista exame, o Estado investe menos de 1,6 % do PIB (produto interno bruto) em ciência. Levando em consideração tal descaso, visto que esse ramo é de extrema importância social e econômica, as indústrias, sobretudo farmacêuticas, têm se tornado cada vez mais flexíveis, o que facilita o acesso da sociedade a medicamentos sem prescrição médica, pois é o caminho mais rápido de gerar e rotacionar o capital. Nessa perspectiva, essa atitude traz graves riscos à população, como a dependência, por uso inadequado, de alguns remédios, principalmente calmantes e soníferos, causando um impasse social.
Outrossim, é válido ressaltar que a sociedade tem exigido resultados cada vez mais rápidos, Bauman - sociólogo - vai denominar essa inconstância de “modernidade líquida”, ou seja os indivíduos não querem perder tempo, mas sim resultados a curto prazo, sem medir, muitas vezes os danos causados por esse imediatismo. Sob esse viés, a visibilidade para manchetes e remédios sensacionalistas foram ganhando espaço, a criação de medicamentos que prometem resultados “para ontem”, sobretudo estéticos, têm circulado de forma cada vez mais veloz, sendo utilizado por uma gama de cidadãos. Porém, o uso inadequado desses químicos podem criar problemas não existentes, visto que é um tipo de droga, fazendo o organismo desenvolver alergias e distúrbios e, consequentemente, fragilizando a saúde dos seus usuários.
À luz dessas constatações acerca dos perigos da indústria farmacêutica, portanto, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com a Mídia, criem regulamentações mais rigorosas no que diz respeito a criação e venda de medicamentos. Isso por meio de investimentos em fiscalizações de drogarias, monitorando o quanto aquela empresa compra e vende, solicitando no final do mês as receitas médicas dos produtos. Além disso, é imprescindível a criação de propagandas conscientizadoras, que busquem educar e informar sobre os riscos da automedicação e uso de produtos “milagrosos”, visando manter a sociedade informada e assegurar, dessa forma, o bem-estar e saúde dos cidadãos.