Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 21/06/2020

Na obra ’’ Utopia’’ , do escritor inglês Thomas More, é apresentada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a indústria farmacêutica apresenta perigos para a sociedade, como o uso indiscriminado de medicamentes que podem ocasionar ou agravar problemas de saúde nos indivíduos.

A princípio, a venda livre de remédios é uma das causas do uso indiscriminado de medicamentos. Nessa perspectiva, segundo o filósofo Michel Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Sob essa óptica, constata-se que o discurso hegemônico introduzido , na modernidade, moldou o comportamento das indústrias farmacêuticas a venderem certos remédios sem prescrições médicas, facilitando o acesso a esses medicamentos e tornando comum o seu uso indiscriminado.

Consequentemente, várias pessoas acabam agravando ou causando doenças em si próprias devido a esse mal uso de paliativos. Pois, de acordo com a biologia, a combinação de medicamentos pode anular ou potencializar o efeito do outro. Ademais, segundo o cardiologista Marcos Vinícius e sua pesquisa, a cada dez brasileiros apenas dois tomam remédios por prescrições médicas. Assim, corrobora-se a ideia defendida no texto.

Portanto, percebe-se a importância sobre o debate a respeito dos perigos da indústria farmacêutica. Logo, é necessário que o Ministério da Educação, junto ao da Saúde, promova mais informações a respeito disso, por meio de palestras em escolas, faculdades e em programas de TV, com um profissional da área de saúde e com um horário acessível a todos, a fim de uma sociedade na qual os indivíduos possuam mais consciência sobre os perigos que a indústria farmacêutica pode proporcionar. Dessa forma, a coletividade estará mais propensa a alcançar a utopia de More.