Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/06/2020
No final do século XIX, houve o surgimento da indústria farmacêutica. Sendo isso responsável por uma grande mudança na forma de tratar as doenças no mundo, pois essa instituição promoveu o advento de uma nova configuração de produzir, comercializar e distribuir medicamentos. Entretanto, na atualidade, essa empresa traz perigos para a saúde da população brasileira, devido à possibilidade de agravamento dos efeitos colaterais e ao desenvolvimento de superbactérias.
A princípio, no Brasil, o consumo de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas podem trazer consequências graves para um indivíduo, devido aos efeitos colaterais. Contudo, a maioria dessas substâncias apresentam pequeno impacto ao organismo do ser humano, mas a utilização constante delas podem agravar os seus efeitos, assim, provocando reações alérgicas, intoxicação, dependência e até a morte. Isso pode ser explicado pelo Paracelso, médico suíço, o qual afirma que a diferença entre um veneno e um remédio é a dose correta. Ou seja, a dose acima da indicada, administrada por via inadequada ou para fins impróprios, pode transformar-se em algo perigoso.
Paralelo a isso, o uso abusivo de medicamentos, como: antibióticos; pode facilitar o aumento da resistência bacteriana. Sendo isso, extremamente perigoso para a saúde da população brasileira, pois o desenvolvimento de superbactérias impede a eficácia dos tratamentos existentes. Prova disso é a pesquisa realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a qual revela que bactérias tornam-se mais fortes por causa do uso de remédios de forma errada. Desse modo, as doenças que são combatidas por essa classe de medicamentos se tornam mais difíceis de serem impedidas.
Portanto, são necessárias medidas que visem ao impedimento dos perigos da indústria farmacêutica no Brasil. Para isso, o Governo Federal, em prol de evitar a automedicação, deve criar um aplicativo de celular que os brasileiros possam denunciar os estabelecimentos que vedem medicamentos sem a prescrição médica, por meio da contratação de profissionais da área de Tecnologia da Informação, com o intuito de diminuir as consequências geradas pela falta de orientação adequada. Além disso, o Ministério da Saúde, para combater o desenvolvimento de superbactérias, deve promover campanhas educacionais que falem sobre a importância de não usar antibióticos de forma abusiva e desenfreada, e sim de modo consciente com a supervisão de um especialista, por intermédio da publicação dessas campanhas em meios de comunicação, como: televisão, rádio, internet; a fim de impedir a resistência de algumas doenças. Tudo isso, com a finalidade de não comprometer a saúde da sociedade.