Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 19/06/2020

Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente aos perigos causados pela indústria farmacêutica, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além da disseminação do medo como estratégia mercadológica, o uso indiscriminado de medicamentos fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim.                                                                                                               Destarte, pontua-se que, com o advento da Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, bem como o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, uma incontrovertível dualidade é produzida, visto que, mesmo diante do avanço intelectual vivenciado, o mercado farmacêutico hodierno, não raro, faz uso do “marketing” regido pela propagação do pavor. Assim, cidadãos, frente à potencialização das ameaças de enfermidades resultante do planejamento publicitário utilizado, são levados à compra desenfreada de medicamentos, muitas vezes, desnecessários. Dessa forma, a comercialização dos fármacos segue orientada por ideais nocivos à manutenção da democracia, já que a honestidade é negligenciada, o que prejudica o usufruto consciente do poder de compra.                                                                                                     Outrossim, os perigos ocasionados pela indústria farmacêutica também focalizam o consumo indiscriminado de medicamentos na ausência de prescrição médica. Tal deletério cenário resulta da ineficiente formação educacional de majoritária parcela da população brasileira, o que evidencia o precário sistema de ensino vigente. Nesse contexto, a teoria da Educação Bancária, proposta pelo pedagogo Paulo Freire, é ratificada, visto que o processo educacional perpetuante no Brasil apenas deposita conhecimentos no discente. Assim sendo, o estímulo à criticidade é escasso e são formados indivíduos facilmente alienáveis, que, envolvidos pela estratégia mercadológica, compram os fármacos e exercem a automedicação, atitude prejudicial à saúde.                                                                              Logo, medidas são vitais à dissolução dos perigos da indústria farmacêutica. A princípio, o Estado, a partir da realização de campanhas para a fiscalização do teor das propagandas utilizadas no comércio de fármacos, deve inviabilizar o uso de estratégias voltadas à propagação do medo, para que o “marketing” assegure ideias democráticos. Ademais, faz-se mister que o MEC (Ministério da Educação e Cultura), mediante a promoção de palestras televisionadas e ministradas por profissionais da saúde, conscientize a população sobre os malefícios gerados pela automedicação, a fim de que tal prática seja atenuada. Dessa forma, o ideal de evolução proposto por Thomas será, finalmente, atingido no Brasil.