Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
Em decorrência do processo de globalização, o mundo se modernizou no que tange os meios tecnológicos, facilitando assim a disseminação de informações entre os internautas. Diante disso, diversas plataformas e serviços aderiram os meios digitais, a exemplo disso a indústria farmacêutica e os serviços médicos. Entretanto, tal flexibilização de aquisição de conhecimento online gera perigos, por estimular a automedicação dos indivíduos, bem como fomenta as sensações de hipocondria e ansiedade entre os cidadãos do território nacional.
A priori, é evidente no Brasil atual a busca por soluções instantâneas a problemas de saúde nos meios digitais. Contudo, a automedicação pode gerar, por conseguinte, consequências maléficas aos indivíduos, uma vez que essa é feita de forma irresponsável e desinformada. Outrossim, é explícito no cenário atual o aumento de cidadãos que utilizam da auto ingestão de remédios que, segundo dados de pesquisa realizada pelo Instituto de Pós-graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico, a cada 10 brasileiros, 8 tomam medicações por vontade própria. Diante disso, a indústria farmacêutica contribui de forma significativa para o ato de medicalização desassistida, pois torna a venda de remédios sem prescrição médica banalizada e de fácil aquisição.
Somado a isso, é perceptível na realidade brasileira a existência de indivíduos que sofrem de ansiedade e hipocondria. Diante disso, a busca por diagnósticos nas plataformas online fomenta tais danos psíquicos aos indivíduos. Outrossim, a indústria farmacêutica contribui para esses sentimentos, pois essa flexibiliza a compra das drogas com a inexistência de prescrição de um agente de saúde. Dessa maneira, os centros de farmácia acabam por utilizar da sensação de hipocondria e ansiedade como meios de comercialização da cura, o que gera aos indivíduos consequências que podem perdurar a vida, bem como levar a óbito, uma vez que de acordo com o site Pragmatismo Político, a indústria farmacêutica descobriu que as sensações de medo e hipocondria vendem drogas e movimentam o mercado econômico.
Assim, tendo em vista os perigos da indústria farmacêutica no Brasil, é necessária a intervenção do Estado como Ministério da Saúde, com a realização de projetos que tornem obrigatória a apresentação de receita médica para aquisição de medicamentos nos centros farmacêuticos, com o objetivo de atenuar os riscos da automedicação entre os cidadãos. Ademais, é dever dos criadores dos sites digitais a participação de forma benéfica na vida dos internautas, com a divulgação de sintomas no mundo cibernético mediante o aviso da necessidade de procura aos agentes de saúde para diagnósticos finais, a fim de reduzir o número de hipocondríacos e os perigos ao cidadão nacional.