Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
A Revolução Técnico-Científica foi um marco para o desenvolvimento de pesquisas e tratamentos na área da saúde. Na atualidade, os avanços na ciência médica proporcionaram que a população tivesse acesso à medicamentos de forma mais fácil e rápida. Entretanto, essa situação torna-se perigosa por conta da automedicação praticada por grande parte das pessoas, além da venda de medicamentos em farmácia sem prescrição médica.
Em primeira análise, um dos perigos oferecidos pela indústria farmacêutica é a automedicação de indivíduos. Como exemplo disso, na propaganda do medicamento “Doril” é exposto o logo “Tomou Doril, a dor sumiu”. Esse fator acaba por influenciar a população a tomar esse medicamento quando sentir alguma dor, sem que esses tenham uma comprovação médica de que será eficaz para determinado problema. Logo, tal situação desencadeia o uso de diferentes drogas de forma autônoma, o que pode acarretar reações adversas no organismo humano, como, por exemplo, alergias.
Em segunda análise, a venda de medicamentos sem prescrição médica é outro perigo oferecido pela indústria farmacêutica. De acordo com pesquisas presentes no site G1, cerca de 30% dos medicamentos vendidos nas farmácias brasileiras são sem receita médica. Nesse sentido, é cada vez mais comum que indivíduos comprem remédios sem receita médica, que foram indicados por amigos, vizinhos ou familiares. Essa situação contribui para que mais pessoas se automediquem e não consultem especialistas para a identificação do problema, o que pode acarretar transtornos no organismo da pessoa.
Logo, tona-se necessária a participação do Poder Público para reverter a situação dos perigos proporcionados pela indústria farmacêutica. Inicialmente, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve realizar programas de conscientização populacional, com palestras em centros educacionais acerca dos perigos da automedicação no organismo humano, ministrada por especialistas da área da saúde, com o intuito de diminuir a automedicação entre a população brasileira. Além disso, o Poder Legislativo deve regulamentar a venda de medicamentos em farmácias, com a criação de uma lei que proíba a venda de medicamentos, principalmente controlados, sem a prescrição médica, com o fito de diminuir a automedicação e, consequentemente, reações adversas no organismo humano.