Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 19/06/2020
Em conformidade com a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), no ano de 2017, a indústria farmacêutica movimentou quase 70 bilhões de reais em comércio dos produtos. Tal fato mostra como esse setor é de grande visibilidade no mercado. No entanto, esse destaque traz perigos eminentes para a sociedade. São esses: a publicidade excessiva e, consequentemente, a automedicação.
Primeiramente, no Brasil, o crescimento da indústria farmacêutica veio acompanhado do aumento do número de propagandas realizadas desse setor. Essas trazem uma carga grande para a sociedade, já que incentivam a compra dos medicamentos e a automedicação. Dessa forma, apesar da legislação existente para esse tipo de marketing, o qual prejudica a população enquanto gera muita renda. Segundo o estadão, essa indústria lidera os gastos em publicidade no Brasil. Ou seja, há um grande investimento na divulgação, princialmente de remédios que são normalmente vendidos sem prescrição médica, os quais são apresentados de forma apelativa como a resolução de certos problemas de saúde. Assim, as vendas desses produto crescem em cima da automedicação da população.
Outrossim, intensificada pela publicidade, a automedicação cresce cada vez mais no Brasil e é muito perigosa. Ela refere-se à ingestão de medicamentos que não foram receitados por médicos e podem causar danos naqueles que os tomam. Além disso, ela não vem sozinha, esse hábito é reflexo do autodiagnóstico, o que pode prejudicar muito a saúde das pessoas. De acordo com o G1, quase 80% dos brasileiros praticam a automedicação. Ou seja, o reflexo do que parece ser uma simples propaganda tem um impacto muito grande na população brasileira, como não diagnosticar um problema maior por ter negligenciado a consulta médica e acabar “mascarando” os sintomas com os medicamentos.
Portanto, para que os perigos oferecidos pela indústria farmacêutica sejam controlados, é necessário que a Anvisa evite o incentivo à automedicação nas propagandas, por meio de uma norma pela qual em toda divulgação de produtos farmacêuticos haja o incentivo de procurar o hospital antes do consumo, para que as vendas sem receita sejam reduzidas e a população possa receber o devido acompanhamento médico.