Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 24/06/2020
No século XX desenvolveu o início da Revolução Técnico-Científica-Informacional, a qual trouxe avanços tecnológicos em diversas áreas do conhecimento, inclusive na medicina. Com isso, as indústrias farmacêuticas se beneficiam com as novas descobertas e conseguem crescer no mercado, estabelecendo-se definitivamente na sociedade. Entretanto, essas indústrias podem se tornar um perigo quando incentivam, por meio de propagandas, a automedicação, objetivando o aumento do seu capital, além da problemática do uso dessas drogas de forma recreativa entre os jovens.
Em primeira perspectiva, a indústria farmacêutica pode usar a mídia para influenciar o uso autônomo de medicamentos sem autorização médica. Isso porque, segundo o filósofo Michael Foucault, o homem é submetido a forças e poderes, como as mídias, que dominam saberes mutáveis, ocorrendo uma disciplinarização dos corpos, ou seja, as propagandas financiadas pela a indústria, objetivando a maior venda de produtos e o acúmulo capital, afeta diretamente a população. Dessa maneira, as medicações foram banalizadas, uma vez que se tornaram acessíveis à população geral, além do contato constante com estímulos para a compra de medicamentos, tornando comum o uso indiscriminado de remédios.
Em segundo plano, as drogas medicinais podem ser usadas de maneira recreativa, principalmente por jovens em estado de vulnerabilidade. Seguindo a linha de pensamento do pensador John Locke, o indivíduo nasce como uma Tábua Rasa, na qual o conhecimento é produzido por experiências, no entanto, pode ocorrer um adestramento dos corpos advindo de influências externas, isto é, o jovem que não tem uma base de conhecimento sólida, pode sofrer um intervenção negativa da sociedade, principalmente dos amigos e das redes sociais. Logo, ocorre a normalização entre os jovens sobre a questão da adesão de medicamentos de forma entorpecente, e a divulgação desse ato. Sendo assim, esse adestramento de conhecimento em conjunto ao fácil acesso às drogas nas farmácias vulnerabiliza os jovens a condição de vícios e uso dos remédios de forma prejudicial.
Nota-se, portanto, que a indústria farmacêutica pode afetar negativamente a sociedade, como a automedicação e uso recreativo. Assim, cabe ao Governo, como organizador social, e ao Ministério da Saúde, responsável pela saúde pública, atingir a população sobre a importância da consulta com médicos, por intermédio de propagandas e de cartilhas informativas. Com isso, a população desenvolve um conhecimento básico sobre o uso de medicamento racionalmente. Além isso, cabe às escolas, transmissoras de conhecimento, conduzir os jovens para o entendimento sobre as consequências do uso dos remédios de forma recreativa, por meio de palestras com presença de profissionais da saúde. Assim, poder-se-á ter os avanços da Terceira Revolução Industrial apenas de forma positiva.