Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 25/06/2020

De acordo com dados divulgados pelo IBGE a indústria farmacêutica apresentou crescimento de 10% em 2019, período no qual alcançou cerca de 215,6 bilhões em vendas. No entanto, apesar desse crescimento exponencial é válido destacar os perigos originados por essa indústria, como: o bloqueio de medicamentos que possibilitam a cura, mas também a automedicação dos indivíduos devido a facilidade no acesso de medicamentos.

Segundo denúncia do então cientista Thomas Steitz, Prêmio Nobel de Química em 2011, as indústrias farmacêuticas não querem curar pessoas, mas torná-las dependentes de medicamentos que precisam ser ingeridos por toda a vida, nesta mesma linha o Nobel de Medicina Richard J. Roberts denunciou que as empresas bloqueiam medicamentos que possibilitam a cura. Portanto, apesar dessas denúncias serem escandalosas, ressalta-se que um dos principais motivos para que ocorra o bloqueio de medicamentos é o lucro que as empresas vinculadas à indústria farmacêutica obtém ao tornarem parcela da sociedade dependentes de suas drogas por longa duração, lucro esse que segundo a ANVISA alcançou em 2016 um faturamento total de 63,5 bilhões.

Além desse agente, é válido destacar a automedicação dos indivíduos que compõem o corpo social como um dos perigos da indústria farmacêutica ,  em conformidade com o cardiologista Marcos Vinícius Gaz, do Hospital Israelita Albert Einstein essa automedicação é possível principalmente graças à facilidade no acesso de medicamentos, em concordância com estudo revelado pelo ICTQ (Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) a automedicação é realizada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos, como também 91% afirmam tomar medicamentos sem prescrição médica, acarretando na contração de novas doenças, como  as cardiovasculares devido o uso indevido de remédios.

Em síntese, depreende-se dos argumentos expostos que os dois principais perigos da indústria farmacêutica são suscitados em razão da lucratividade que essa indústria alcançará. Logo, para a dissolução desses problemas faz-se necessária como principal medida a criação de uma lei por intermédio do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Justiça, capaz de punir empresas farmacêuticas que vendam seus medicamentos sem a prescrição médica original, exceto para medicamentos voltados à dores moderadas à exemplo das mais recorrentes dores de cabeça, além da  aplicação de rígida investigação de importantes medicamentos que foram bloqueados à sociedade, ademais é importante como medida secundária a promoção de campanhas educativas com o intuito de orientar o corpo social acerca dos perigos que a automedicação oferecem.