Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/06/2020
Na atualidade, é perceptível o avanço da indústria farmacêutica na sociedade, em virtude da diminuição de uma série de doenças que antes eram consideradas fatais. Porém, embora sejam de fundamentais relevâncias, o âmbito medicamentoso do Brasil traz consigo uma série de perigos que permitem que a sociedade duvide de alguns aspectos da área da saúde.. Nesse sentido, não só a propagação da necessidade de medicar-se, como também a dificuldade de comunicação entre a população e profissionais, são falhas desse meio profissional no país.
De início, é inquestionável que há um grande beneficio da junção da indústria midiática com a farmacêutica, tendo em vista a publicação de remédios que aliviam dores sem precisar que os cidadãos precisem ir à hospitais, diminuindo, assim, a fila de espera dos pacientes. No entanto,a automedicação é um dos perigos que essas empresas químicas colocam à sociedade por colaborarem com o distanciamento entre a ciência e indivíduo. Isso ocorre, pois a mídia exerce grande influência comportamental na sociedade de forma que, acaba por controlar atitudes que muitas vezes, para farmacêuticos é errônea. Tal fato pode ser comprovado nas ideias do historiador Mário Sérgio Cortella, nas quais dizem que a mídia atua como corpo docente na sociedade. A partir disso, falas transmitidas para a população como “tomou doril, a dor sumiu” pode colocar em perigo a saúde de uma parcela populacional que pouco entende a importância da ideia farmacêutica em, apenas, propagar a ideia que existem medicamentos que com ajuda médica podem suprir sintomas.
Além da propagação de medicamentos de maneira banalizada, a dificuldade da linguagem utilizada nos próprios remédios colaboram para manter a distância entre população e profissionais. A saber, é inegável a importância das bulas nas embalagens. Entretanto, o tipo linguístico utilizado pelas indústrias farmacêuticas não atingem grande parte da população brasileira, em virtude das diferenças educacionais evidentes no país. Isso pode ser justificado na teoria do sociólogo Émille Durkheim na qual afirma que os indivíduos possuem necessidades individuais e coletivas. Essa ideia comprova que a comunicação é uma necessidade que contribuir para o entendimento do que se deseja transmitir.
Dessa forma, a fim de atenuar os perigos da indústria farmacêutica no Brasil, é necessário que a empresa de farmácia junto à mídia reveja formas de transmitir informações sobre medicamentos por meio de propagandas que mostrem a importância da procura de médicos ou farmacêuticos a fim de diminuir os índices de automedicação no país. Outrossim, é preciso que o âmbito medicamentoso torne a linguagem de bulas mais fáceis e compreensíveis, adicionando “QRcodes” nas embalagens que exponha vídeos com farmacêuticos explicando o uso de remédios para cegos e em libras para surdos.