Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/06/2020
O documentário “What The Health”, produzido pela plataforma de filmes Netflix, retrata os diversos riscos causados pela indústria farmacêutica no mundo. Nesse sentido, o curta aborda a vida de Kip Anderson, um homem de 46 anos que decide investigar a indústria farmacêutica, após perceber quão dependente ele estava da mesma. Paralelo a tal documentário, sabe-se que a indústria farmacêutica nutre inúmeros perigos para a sociedade, dentre eles destacam-se a crescente introdução de remédios e o descarte incorreto de medicamentos.
Nesse contexto, é indubitável que existe uma rede de introdução de remédios cada vez mais intensa no mercado, visto que de acordo com o jornal O Globo, o mercado de vendas farmacêuticas no mundo cresceu cerca de 60%. Tal crescimento, é alimentado pela indústria farmacêutica, visto que a mesma promove um marketing em torno de diversas doenças, com a finalidade de lucrar. Todavia, tal marketing intenso pode provocar uma forte dependência química na população, como foi retratado pelo Estadão, em uma pesquisa feita em 2014, em que 4 entre 10 pessoas afirmavam que não poderiam mais viver sem seus medicamentos, mesmo não possuindo nenhuma doença aparente.
Além disso, observa-se que com o aumento das vendas de remédios, tem-se também o aumento do descarte incorreto de medicamentos. Esses medicamentos, muitas vezes vencidos, são despejados em esgotos pelas indústrias farmacêuticas que, por conseguente, promove uma grande intoxicação nas águas dos rios e dos lagos. Tal panorama foi exposto pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, em que retratou um aumento de 30% dos descartes incorretos no Brasil, fato este que causou doenças dermatológicas, intensas dores de cabeça, diarreias e até mesmo crises psicológicas nas vítimas.
Portanto, que o Ministério da Saúde em conjunto com a ANVISA, promova, por meio de verbas governamentais, fiscalizações dos processos produtivos nas empresas, com a finalidade de investigar irregularidades presentes na fabricação e no despejo incorreto desses medicamentos. Tais análises seriam feitas todo o semestre e teriam que passar por rigorosas exames para proteger a população. Ademais, é necessário uma limitação, por meio de legislações, do marketing promovido pelas empresas farmacêuticas, com o fim de impedir a intensificação do uso de tais medicamentos.