Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

Durante a Idade Média, na Grécia Antiga, plantas e ervas eram utilizadas para combater as doenças da população, o que não era tão eficaz, tendo em vista a elevada taxa de mortalidade da época. Entretanto, com a Revolução Industrial e o avanço da tecnologia surgiram as indústrias farmacêuticas, que revolucionaram a Medicina atual com seus medicamentos cada vez mais variados e precisos. Contudo, tais avanços também tem trazido alguns perigos ao corpo social, como o aumento da automedicação e o crescimento do consumo de tais drogas pela população.

A princípio, um dos perigos trazidos pelas indústrias farmacêuticas foi o aumento da automedicação na população. Sob esse olhar, devido a grande revolução na área da propaganda, sintomas são “vendidos” com mais facilidade, o que tem levado as pessoas a se automedicarem e por consequência, a colocarem suas saúdes em comprometimento, tendo em vista os riscos de tal prática. Nesse sentido, de acordo com a Pesquisa do ICTQ (Instituto de Pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), apenas 21% dos brasileiros com mais de 16 anos, não faz uso de medicamentos sem prescrição médica, o que simboliza um cenário alarmante. Dessa forma, medidas devem ser feitas para que isso seja mudado.

Outro ponto que merece destaque e que representa mais um dos perigos das indústrias farmacêuticas, é o crescimento do consumo de tais drogas pela população. Nesse sentido, devido ao fácil acesso aos medicamentos, a população tende a consumi-los cada vez mais e com isso criar uma relação de dependência pelo organismo. Tal fato, interfere diretamente na defesa do corpo e que, na maioria das vezes, passa despercebido pela sociedade, e por conta disso, não é levado em consideração na hora de ingestão dos comprimidos. Dessa maneira, segundo o filósofo Adouls Huxley, os fatos não deixam de existir só porque são ignorados, o que representa a perspectiva dos malefícios à saúde causados pelo consumo excessivo dos remédios, ignorados e inertes à população. Logo, atitudes devem ser tomadas para que essa situação seja alterada.

Infere-se, portanto, que a questão acerca dos perigos que as indústrias farmacêuticas representam são: o aumento da automedicação e o crescimento do consumo de tais drogas pela população. Desse modo, o Ministério da Saúde, que tem por função dispor de condições para a proteção e recuperação do bem-estar da sociedade, deve propor palestras, por meio de médicos, para falar dos riscos que a automedicação e o consumo exacerbado desses, reproduzem à saúde humana, para que dessa maneira, as pessoas se conscientizem e procurem sempre profissionais da área antes de se medicarem. Sendo assim, a situação estará atenuada.