Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 22/06/2020

Tratamento médico na Idade Média, apesar de arcáico, era considerado um luxo que apenas pessoas da nobreza e do clero poderiam arcar. No entanto, no pós Guerra Fria, com a hegemonia do capitalismo, surge o propósito de comercializar tudo que for rentável. Nesse inteirim, no século XX, até mesmo a cura de doenças e paleativos começaram a ser produtos comercializáveis. Entretanto, a indústria farmacêutica pode gerar perigos para os seus consumidores relacionados ao ciclo de medicamentos e a automedicação.

Cabe analisar, inicialmente, que umdos perigos da indústria farmacêutica é o ciclo de medicamentos. Isso porque ela descobriu que o medo de doenças e até a hipocondria vende drogas. Desse modo, para ser rentável se tornou imprescindível expor novas doenças, sintómas e riscos com os quais as pessoas serão levadas a se preocupar, ou seja, naturalizou-se o uso de uma droga para sanar o efeito colateral de outra. Essa questão foi foi aboradada de forma ampla por George Orwell, já que afirmou: “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, isto é, a fim de gerar lucro os indivíduos são manipulados pelas grandes corporações para acreditar que o uso excessivo de medicamentos é a única forma de tratamento viável, mesmo que acarrete um ciclo de doenças colaterais.

Além disso, a automedicação também é um problema agravado pela indústria farmacêutica. Talfato ocorre, pois para as drogas se tornarem um produto comercializável elas devem ser barateadas e de fácil acesso para o consumo. Esse quadro é comprovado pelo dado da pesquisa do ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade) o qual declara que se automedicar é uma ação praticada por, aproximadamente, 80% dos brasileiros com mais de 16 anos. Dessa forma, nota-se que se tornou um hábito da população tupiniquim tratar, mesmo que paleativamente, os sintomas sem nenhuma orientação de algum profissional da saúde. Isso pode acarretar dependência química e agravar doenças, por exemplo.

Diante disso, é necessário que o Ministério da Saúde intime as empresas farmacêuticas,para que elas, por meio das propagandas, exponham mais informaçoes sobre os riscos de consumir em excesso os seus medicamentos e da persintência de sintomas. Também é preciso que esse Órgão Governamental regularize o consumo de medicamentos, por intermédio da norma de comprar essas drogas apenas com prescrição médica ou com aval por escrito do farmacêutico em plantão na farmácia. Assim, se evitará os ciclos de medicamentos e a automedicação, ou seja, garantirá que o tratamento médico de quadidade será acessível para todos sem representar um perigo para os usuários.