Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
“A solução é um tango argentino”,a poesia Pneumotórax do escritor brasileiro Manuel Bandeira,re-
verbera que há apenas uma solução para enfrentar os problemas na saúde.De maneira análoga,a indústria farmacêutica propaga à “venda” de doenças e o incentivo ao uso de medicamentos como solução,visando o lucro.Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da excessiva mercantilização da saúde por meio da mídia,mas também devido a falta de informação por parte da população,as quais evidenciam os perigos do mercado de remédios.
A princípio,vale ressaltar o impacto formativo e persuasivo sobre os valores,hábitos,regras e saberes que o corpo midiático tem sobre os indivíduos.Nesse sentido,é pertinente considerar a ideia de “indústria cultural”,formulada pelos filósofos contemporâneos Adorno e Horkheimer,a qual a mídia é refém do mercado e tudo é produto de venda.Nesse viés,as publicidades direcionadas ao consumidor,no âmbito da saúde,revela os mecanismos modalizadores e a excessiva mercantilização da saúde por meio da mídia.Desse modo,viabiliza uma dinâmica que permite a “venda” e o “consumo” de sintomas e doenças,massificando a necessidade de medicamentos.Sob esse prisma,fica evidente os perigos da indústria farmacêutica,que vende doenças e incentiva o medo nas pessoas,para fins lucrativos,e,o corpo social consome de forma irracional,manipulado pela ilusão de “consumir saúde”,sem ter noção dos reais riscos à saúde.
Ademais,tendo em vista a realidade supracitada,a automedicação é subproduto de indivíduos influenciados pelo mercado farmacêutico, bem como da falta de informação da sociedade civil sobre os perigos de tal atitude. Atualmente,aproximadamente 80% dos brasileiros praticam a automedicação,segundo pesquisas do Instituo de Pós-graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico.Essa dinâmica, é protagonismo da ausência de serviços eficazes de informação para a criação de consciência dos cidadãos,assim como da ausência de fiscalização,que permite a facilidade de acesso ao uso de medicamentos de forma indiscriminada.Dessa forma,corrobora com a indústria farmacêutica e amplia seus perigos sobre a vida das pessoas.
É evidente,portanto,que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Nesse viés,o Governo Federal,a fim de mitigar os perigos propagados pelo marketing do mercado farmacêutico,deve punir as empresas que trabalham com esses mecanismos,os quais tolhem a razão intelectual do individual pelo medo de doenças,por meio de multas e uma fiscalização eficaz para não permitir a venda de medicamentos sem prescrição médica.Assim como, em parceria com a Mídia,promover companhas publicitárias,para informar sobre os perigos à saúde.