Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/06/2020
Na ficção Alice no País das Maravilhas, a protagonista passa por dificuldades em sua vida que a fazem se medicar por conta própria em cenas famosas pelos diálogos “coma-me” e “beba-me”. Na vida real, essa prática é extremamente comum e pode causar problemas sérios para a população. Por isso, a falta de fiscalização e o foco lucrativo são alguns dos perigos que a indústria farmacêutica traz para os brasileiros.
É necessário analisar, de início, que, segundo dados do ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), cerca de 40% das pessoas fazem autodiagnóstico pela internet. Isso porque, o famoso “Doutor Google” disponibiliza, na própria plataforma, uma variedade de conceitos relacionados a doenças, como sintomas e os tipo de tratamentos. Essa facilidade de informações não seria negativa se a indústria farmacêutica fosse fiscalizada com mais rigor, uma vez que a maioria dos remédios ainda são comprados com fácil acesso nas grandes farmácias, mesmo sem a devida prescrição médica, o que pode acarretar uma geração dependente dos efeitos que alguns remédios proporcionam.
Além disso, é possível notar, ainda, o quanto a cultura da automedicação é prejudicial para o fomento da exploração do capitalismo na área farmacêutica, visto que as drogarias fazem promoções para lucrar em excesso com a saúde das pessoas, como o “leve 3, pague 2”. Essa prática é estimulada, principalmente, pela mídia, a qual foca em aumentar o consumo em remédios que aliviam dores comuns, de cabeça e muscular, por exemplo. Isso incita um comportamento imediatista na sociedade, cujo foco será sempre anular um incomodo momentâneo que tende a mascarar doenças mais graves e que precisariam de acompanhamento médico.
Logo, é necessário que a indústria farmacêutica passe por mudanças que foquem em evitar os efeitos negativos na sociedade. Portanto, o Ministério da Saúde precisa fiscalizar com maior rigor as farmácias que ainda vendem drogas sem pedir a prescrição médica, além de punir-las com multas, a fim de eliminar a prática da automedicação na cultura do país. Deve, também, investir em propagandas que objetivem explicar a importância da consulta com médicos especialistas e informem com mais eficácia que a mídia sobre o perigo das promoções na camuflagem de doenças mais graves, para, assim, diminuir o imediatismo, experimentado pela personagem Alice, na consciência da população.