Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 24/06/2020
De acordo com o filósofo grego Pitágoras, não existiria nada no universo que estivesse fora das proporções adequadas. Nesse sentido, a partir de cálculos envolvendo a natureza junto a matemática, ele concluiu que os elementos deveriam se organizar em proporções equilibradas. Apesar disso, o conceito defendido pelo filósofo não se aplica a atual indústria farmacêutica, tendo em vista que seus mecanismos da venda em massa dos produtos abusa do consumidor, impedindo o equilíbrio pitagórico. Nesse contexto, os perigos da indústria farmacêutica para sociedade, tem base na domesticação de comportamentos pelo marketing e a negligência estatal perante o assunto.
Em primeira análise, é evidente que o uso do markenting pela indústria farmacêutica para alcançar diretamente os consumidores introduziu uma mudança de comportamento aos hábitos de toda uma época. Nessa perspectiva, parafraseando o filósofo francês Michel Foucault, o que define a modernidade é seu instrumento de controle destinado a domesticar os comportamentos. Sob essa ótica constata-se que nos anos depois da revolução industrial e seu desenvolvimento desenfreado de massificação de produtos, levou as fábricas a adotarem o markenting como uma ferramente de disciplina que em contato direto com os consumidores mudassem os hábitos destes ao favor da empresa. Desse modo, o mecanismo atual empregado aos compradores de remédios prejudica vidas, pois os disciplina a não perceber e sim a somente consumir.
Em segunda análise, vale salientar a ausência do estado em seu papel de intervir sob o abuso que as indústrias farmacêuticas exercem na sociedade. Isso porque, de acordo com o filósofo Jacques Rousseau, “O estado é responsabilizado por promover o bem-estar em âmbito populacional”. Seguindo essa linha de pensamento, é função do governo se posicionar de maneira divergente ao uso de “controles” de massa que prejudicam os cidadãos. Dessa maneira, o estado não contribuirá com os males da Indústria farmacêutica.
Em suma, os perigos da indústria farmacêutica consistem em um complexo desafio hodierno que precisa ser mitigado. Dessarte, as instituições de ensino devem buscar combater os instrumentos de manipulação de massa da indústria farmacêutica. Isso deve ser feito por meio de palestras, aulas e pesquisas que abordem os temas da indústria cultural e filosofia crítica. A fim, de abrir os olhos dos consumidores para questionar e não apenas consumir. Em paralelo, os governadores junto a câmara dos deputados precisam elaborar leis. Tal ação e viável pela formulação de medidas de proteção aos consumidores que multem fábricas farmacêuticas de mal conduta, visando mitigar o número de vidas prejudicas pelo abuso maquínico das fábricas para cumprir com seus papel de promover o bem social.