Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
A partir da revolução industrial ocorrida na Inglaterra, na qual o modo de produção fabril passou a ser majoritário e gerar muitas riquezas para os empresários, especialmente, neste caso, os do ramo têxtil, eles passaram a controlar vários aspectos da vida dos cidadãos daquele país. Na atualidade, de forma semelhante à da nação europeia, pode-se perceber que a indústria farmacêutica influencia bastante a vida dos indivíduos nas mais diversas sociedades, a medida que cria no subconsciente das pessoas a necessidade de consumo de medicamentos, mesmo que sem recomendação médica. Faz-se necessário discutir, pois, os perigos da indústria farmacêutica para o indivíduo e para a sociedade.
De início, pode-se perceber que a prática da automedicação pode gerar problemas de saúde para os indivíduos. Isso acontece pois, como cada indivíduo possui particularidades que os torna únicos, os diferentes tipos de substâncias químicas que compõem as drogas geram respostas distintas em diferentes pessoas, fazendo com que alguns efeitos colaterais e alergias possam ou não ocorrer naqueles que fazem o uso do mesmo medicamento. Além disso, o fato de haver diversos nomes, e muitas vezes complexos, mostra-se como um fator que aumenta o risco de uma reação indesejada, principalmente para os que não são da área de saúde, por não serem familiarizados com tais medicamentos e não saberem seus possíveis efeitos adversos.
Também, pode-se notar que a prática da automedicação, a qual é incentivada pela indústria farmacêutica para que possa obter maiores lucros, pode gerar graves problemas para toda a sociedade. Isso ocorre pois, o uso indiscriminado e incorreto de certas drogas, como antibióticos, pode levar ao surgimento de bactérias super-resistentes, as quais não sofrem influência das substâncias comumente usadas pois, por meio do processo de seleção natural, o qual foi descrito pelo naturalista inglês Charles Darwin, no qual o meio seleciona, a partir de fatores externos, os indivíduos mais aptos. Dessa forma, as pessoas que são infectados por tais microrganismos iriam requerer tratamentos hospitalares, sobrecarregando, ainda mais, os sistemas de saúde.
Portanto, a indústria farmacêutica ao estimular a prática da automedicação, põe em risco, além dos indivíduos que a realizam, toda a sociedade. Faz-se necessário, pois, que os órgãos sanitários dos país, como a ANVISA, no Brasil, controle a compra de medicamentos por parte dos cidadãos, a partir da exigência de prescrição médica, a qual uma cópia deverá ficar retida na farmácia em que a compra da droga foi realizada, tendo como finalidade prevenir o uso indiscriminado de medicamentos na sociedade atual. Pois, dessa forma, diferente do ocorrido na nação europeia, os fabricantes não ditarão o funcionamento da sociedade.