Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 19/06/2020
No século XX, a Talidomida, um remédio para náusea, popularmente consumido por mulheres grávidas, acabou sendo o responsável pelo nascimento de diversas crianças com má formação fetal nos anos posteriores. Diante disso, é inegável os perigos que podem estar atrelados à ação da indústria farmacêutica, a qual, fazendo uso da mídia, contribui para o aumento do uso de medicamentos por parte da população e consequentemente provoca a diminuição da qualidade de vida de pessoas.
A princípio, de acordo com Michel Foucault, o ser humano é um corpo dócil, ou seja, tem seu comportamento influenciado pelas diversas instituições da sociedade. Nesse contexto, é importante perceber que um dos perigos da indústria farmacêutica está relacionado ao fato de ela incentivar de maneira excessiva o consumo de medicamentos. Isso acontece majoritariamente por intermédio dos veículos midiáticos, os quais “bombardeiam” as pessoas com promoções e ofertas de remédios, de modo a induzir elas a comprá-los mesmo sem menor necessidade. Portanto, o mercado farmacológico acaba fomentando , cada vez mais, o consumo dessas drogas pela população.
Em decorrência disso, tem-se a diminuição da qualidade de vida do usuário. Isso porque todo medicamento apresenta contraindicações e produz efeitos colaterais. Sendo assim, o uso dessas substâncias, de maneira indiscriminada e sem prescrição médica, é perigoso e pode ser mais prejudicial do que benéfico, de modo a promover até o agravamento do quadro do paciente. Apesar disso, conforme dados do Instituto de Pós-graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico, 8 em cada 10 brasileiros tomam remédio sem orientação médica, o que ilustra uma situação preocupante.
Dessa maneira, é preciso adotar medidas para atenuar os perigos da indústria farmacêutica. Para isso, o Ministério da Saúde deve conscientizar a população, por meio da veiculação de campanhas nos meios de comunicação, como a internet e a televisão, que informem a população sobre os riscos do consumo excessivo de remédios e da automedicação. Isso com o objetivo de impedir a adoção desse tipo de comportamento perigoso pelas pessoas e de proteger a saúde delas.