Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
Foi apenas depois da Era Vargas que a produção de remédios passou a ser em massa, o que aumentou o acesso para a população, facilitando a ocorrência de vários tratamentos e evitando inúmeras mortes. No entanto, devido ao caráter capitalista, surgiu depois dessa modificação a industria farmacêutica, que apesar dos seus benefícios possui diversos riscos para a sociedade. Sendo este um problema que coloca em risco a saúde pública, é necessário debater sobre a influência da publicidade e da internet no avanço desses perigos.
É importante, antes de tudo, ressaltar com um dos riscos da industria farmacêutica a influência que esta, utilizando da influência midiática, possui no aumento do consumo inconsciente. Isso porque, visando a lucratividade máxima incentivada pelo atual sistema econômico, as empresas farmacêuticas, por meio da publicidade, atraem consumidores e sugestionam sintomas. Prova disso são os dados divulgados pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, que afirma ser quase 80% das pessoas com mais de 16 anos que admitem tomar medicamentos sem prescrição medico ou farmacêutico. Contudo, o que esse grupo não entende é que estão vulneráveis a sérios efeitos coletareis, visto que, alguns anti-inflamatórios podem causar “uma falsa depressão”.
É valido pontuar, ainda, o crescimento do autodiagnóstico na era da internet como outro perigo impulsionado pela industria farmacêutica. Tal fato de se explica porque, o avento da internet na sociedade causou o aumento ao acesso a informação, no entanto essa expansão do saber criou uma falsa sensação segurança na sociedade que confia apenas no “ Dr. Google”. Essa prática é ainda motivada pela industria farmacêutica que, por enxerga na automedicação uma forma de lucro, patrocina muitos sites irregulares que ajudam de maneira irresponsável o auto diagnostico.
Nota-se, portanto, que é imperativo uma ação de combate à questão dos perigos da industria farmacêutica. Para isso, é imprescindível que a Anatel, por promover o desenvolvimento das telecomunicações no país, fiscalize melhor as propagandas dos fármacos para averiguar se não estão sendo abusivas. Além disso, é preciso que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, devem utilizar o poder das mídias sociais para conscientizar a população, por meio de campanhas publicitarias que demonstrem com clareza o risco implícito no consumo de medicamentos sem orientação médica.