Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 25/06/2020

Desde a antiguidade, o homem faz uso de medicamentos, o filósofo grego Galeno ficou conhecido como “pai da farmácia”, pois utilizava vinho e plantas para curar enfermidades. Atualmente, a indústria farmacêutica tem investido em marketing a fim de “vender” doenças e, consequentemente, tem aumentado o índice de automedicação.

A priori, a indústria farmacêutica tem aproveitado o sentimento de medo e preocupação da sociedade para aumentar a venda de drogarias. As novas doenças e sintomas são os instrumentos de propaganda para que chegue ao consumidor e ele possa alimentar as grandes transnacionais farmacêuticas. O inconveniente é que grande parte dessas pessoas têm apresentado aversões pela alta ingestão de medicamentos, assim como outras doenças.

Além disso, segundo o ICTQ (Instituto de Pós-graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico), a cada 10 brasileiros, 8 tomam remédio por conta própria. Esta atitude, influenciada por fala popular ou propagandas, é de extremo perigo, pois parte da sociedade é leiga no assunto e não possui as informações necessárias. Assim, o quadro clínico pode se agravar e chegar até ao óbito, devido a automedicação na dosagem errada ou do medicamento não indicado.

Portanto, na tentativa de diminuir os perigos causados pela indústria farmacêutica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve restringir propagandas de drogarias e fiscalizar os pontos de venda de fármacos, ordenando a venda destes apenas com apresentação de receituário médico, instruindo sobre o uso do medicamento. Além de promover programas educativos à sociedade,através da mídia, palestras e campanhas para que haja uma conscientização e posteriormente o uso racional de medicamentos.