Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 25/06/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garantem a todos os indivíduos o acesso à saúde e o bem-estar social. Dessa forma, a compra de medicamentos que visem a melhoria da população é um direito inalienável e o seu impedimento vai contra a jurisdição. No entanto, os perigos oferecidos pelas indústrias farmacêuticas vão desde os efeitos colaterais da automedicação até as propagandas que induzem aos seus telespectadores a tomarem remédios.

Sob esse viés, é relevante ressaltar que um dos maiores perigos que a indústria farmacêutica oferece é a automedicação da sociedade. Nessa perspectiva, conforme o pensador Immanuel Kant, ao falar “ o homem é aquilo o que a educação faz dele “, as pessoas tomam remédios sem orientação médica porque não tiveram orientação educacional. Diante desse ponto de vista, esse contexto tem relação com tal situação, uma vez que a automedicação prejudica a população por gerar diversos efeitos colaterais, induzindo cada vez mais eles a utilizarem medicamentos. Dessa forma, segundo uma pesquisa realizada pelo ICQT, em 2018 aproximadamente 80% dos brasileiros usaram essas drogas para combater manifestações sem ajuda profissional. Assim, confirma que as autoridades devem tomar providências que evitem esse tipo de prática devido todos os males que ela proporciona.

Além do mais, outro fator existente relacionado aos perigos da indústria farmacêutica é a sua persuasão quanto ao uso de medicamentos. Nesse contexto, consoante ao sociólogo Sergio Cortella, ao dizer “ A mídia como corpo docente “, ela induz a sociedade nas propagandas quanto ao uso de remédios. Sob tal ótica, essa prática estar interligada com tal realidade, já que o marketing de vendas dessas drogas estimulam a população a comprarem cada vez mais fármacos. Como exemplo disso, comerciais como “ tomou doril, a dor sumiu “, criam estímulos nos indivíduos para que peçam determinando medicamento, ao invés de ir no médico e analisar se precisa de tratamento. Dessa forma, solidifica que combater essa prática evitará o mal que causa nas pessoas ao se automedicarem.

É indispensável, portanto, que combatam-se essas práticas. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as famílias, adotem medidas que atenuem os perigos da indústria farmacêutica, a partir de palestras com profissionais qualificados que induzam pais e alunos ao uso correto dos medicamentos e o que os seus usos podem causar, uma vez que é preciso certas orientações a sociedade para evitar a automedicação e seus efeitos colaterais. Como também, a CONAN, com seu poder de controlar o conteúdo das propagandas, impeça a persuasão do uso de remédios, por meio de multas severas aos que infringirem determinada medida, já que restringindo esse marketing ajudará a diminuir esse hábito de tomar drogas sem orientação médica. Assim, o acesso à saúde será efetivado.