Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
Com o advento das mídias sociais e digitais a partir da segunda guerra mundial,as propagandas farmacêuticas passaram a atingir diretamente a população mundial.No entanto,mesmo que isso tenha possibilitado à população um maior acesso ao conhecimento de remédios que tratassem diversas enfermidades,a indústria farmacêutica estimulou a construção de sociedades amedrontadas pelas novas doenças,sintomas e riscos vendidos pelo marketing das multinacionais farmacêuticas.Dessa forma,a busca desenfreada dessa indústria por lucros e a automedicação,como perigos das produtoras de remédios ao bem estar social,devem ser discutidos.
Em primeiro lugar,é importante destacar que,com o desenvolvimento e difusão dos ideais capitalistas a partir do século XVIII,a presença de um sistema econômico que impõe às empresas a necessidade de ter um alto lucro para mantê-las influentes e poderosas no mercado mundial fez a indústria de remédios valorizam mais a venda de mercadorias do que a qualidade dos seus serviços.Nessa perspectiva,segundo o filósofo Theodor Adorno,a cultura mundial é mercantilizada no cenário pós moderno,ou seja, as indústrias-como criadoras e difusoras de produtos culturais-passam a produzirem mercadorias que objetivam unicamente o lucro das empresas.Assim,as produtoras de remédios não visam vender e mostrar remédios à população que tratem as enfermidades de forma eficaz,mas sim disponibilizarem medicamentos que, por não restringirem ou curarem os sintomas das doenças corretamente,fazem os consumidores sempre voltarem às farmácias para consumirem mais remédios.Dessa forma,os cidadãos passam a consumirem drogas lícitas sintéticas constantemente,levando a ingestão de toxinas que podem contaminar e afetar diversos órgãos da digestão.
Além disso,levando em consideração a pesquisa do Instituto de pós-graduação para profissionais do Mercado Farmacêutico(ICTQ) que mostra quase 80% da população brasileira como automedicante,a presença do marketing direto das indústrias farmacêuticas nos cidadãos estimulou a formação de uma população que acredita nas propagandas como conhecimento suficiente para se medicarem.Nesse âmbito,os indivíduos passam a ingerir remédios indiscriminadamente sem a consulta de um médico especializado na enfermidade desse ser,tomando quantidades do remédio acima ou abaixo do indicado e que podem até levar a morte da pessoa.
Portanto,é necessário que o governo e a Organização Mundial da Saúde(OMS) devem tomar medidas para amenizar os perigos da indústria farmacêutica.A OMS precisa incentivar e divulgar alternativas naturais aos remédios sintéticos.O Estado deve fiscalizar mais a venda de remédios nas farmácias.