Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/06/2020
No ano de 1928, Alexander Fleming descobriu, por meio de testes em seu laboratório, que um determinado fungo possuía toxinas que inibiam a ação das bactérias. A partir dessa observação, ele desenvolveu a famosa ‘‘Penicilina’’. Com o passar do tempo, a indústria farmacêutica evoluiu e auxiliou a salvar milhões de vidas, entretanto, apesar dos benefícios, há diversos perigos nesse ramo. Sob esse viés, é fundamental analisar os motivadores do consumo exagerado de medicamentos, assim como os seus reflexos na saúde da população.
Faz–se preciso, em primeira análise, perceber a influências das mídias digitais na formação do brasileiro e na tomada de suas decisões. É evidente que os blogueiros e ‘‘influencers’’ revelam à população um estilo de vida que é, supostamente, ideal. Esses, em seus posts, recomendam medicamentos que consumiram para determinadas situações, persuadindo diversos usuários a realizar uma automedicação. Esse poder de convencimento atinge, segundo o IBGE, cerca de 70% da população. Somado a tal fato, o Brasil possui uma cultura em que a obtenção de medicamentos sem prescrição é muito comum, isso facilita a compra e consumo dessas drogas, revelando um aspecto preocupante e pouco abordado no país.
Ademais, é válido ressaltar que a indústria farmacêutica visa o lucro que será obtido e não fornece esclarecimentos necessários sobre as consequências do consumo desses produtos. É consenso entre todos os órgãos, desde o Ministério da Saúde à Organização Mundial de Saúde, que há riscos significantes no consumo inapropriado de medicamentos, dentre os quais destacam–se a intoxicação, o vício, a falência de órgãos e, até mesmo, o desenvolvimento de outras doenças. Segundo a OMS, cerca de metade dos medicamentos são vendidos de forma errada, ou seja, não há preocupação com o bem–estar do paciente, mas sim no lucro que será ganho a partir da compra, sustentando, dessa forma, um vício e um mercado reprovável. Por não haver tantas restrições, o preço ser acessível, haver variedade e comodidade, intensifica-se exponencialmente o uso inapropriado de fármacos.
Portanto, é preciso mitigar os riscos que a indústria farmacêutica oferece. Para tal feito, é necessário que o Ministério da Saúde crie um projeto que cadastre cada cidadão brasileiro em uma ‘‘Cartilha de Medicamentos’’. Esse documento deverá ser apresentado na compra dos remédios e, por meio de fiscalizações periódicas, será mantido o controle dessas substâncias por cada cidadão. Além disso, deverá haver uma obrigatoriedade na apresentação do receituário médico, sob risco de penalidades para os locais que burlarem tal medida. Com essa medida, a população será alertada dos perigos da ingestão inapropriada de remédios e as consequências de tal ação diminuirão.