Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 22/06/2020

É certo que, na concepção filosófica de Michel Foucault, o indivíduo é um ser biopsicossocial e, na esfera biológica, a saúde é essencial para se manter são, inclusive o acesso digno aos medicamentos. Todavia, o uso abusivo dos fármacos sem prescrição médica e a venda banalizada nas farmácias são problemas a serem enfrentados.

Em primeiro lugar, o uso abusivo dos fármacos trazem muitas consequências e, dentre elas, o surgimento de superbactérias ao utilizar antibióticos de maneira desordenada. Assim, de acordo com a teoria da seleção natural do biólogo Charles Darwin, organismos mais adaptados ao meio têm maiores chances de sobreviverem, desse modo, um pequeno grupo de bactérias que são expostas de maneira não regrada ao medicamento podem sobreviver e, posteriormente, se reproduzir, agravando o quadro clínico a ser tratado.

Em segundo lugar, para o sociólogo Adorno, da escola de Frankfurt, o homem, na indústria cultural, é um objeto manipulado de trabalho do consumo. Nessa perspectiva, o comércio farmacêutico se tornou um meio de manipulação na venda banalizada de remédios, isso pode ser observado nas promoções de comprimidos, tais como “leve 3 e pague 2” e corrupções na venda de remédios controlados sem a prescrição médica. Dessa forma, a saúde de muitos pode ser prejudicada de modo inconsciente, seguido do perigo da automedicação.

Portanto, para minimizar os perigos da indústria farmacêutica, é necessário que o Ministério da Educação reforce a importância das aulas de biologia nas instituições escolares, por meio de farmacêuticos, médicos e profissionais na área, para que conscientize maior parte da população sobre o uso inadequado de antibióticos e outros medicamentos. Ademais, o Ministério da Saúde prorrogue campanhas e propagandas sobre as consequências da automedicação, por meio da mídia, meio de maior influência social, a fim de evitar o uso abusivo de remédios e a compra destes sem prescrição médica.