Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/06/2020
No Brasil o uso de medicamentos sem acompanhamento médico é crescente, sendo isso uma questão preocupante para os orgãos de saúde. Posto isso, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o percentual de internações hospitalares provocadas por reações adversas a medicamentos, sem orientação profissional, por exemplo, ultrapassa os 10% da população, em 2013. Diante desse cenário deplorável, é triste salientar a atuação favorável a esse dados da indústria farmacêutica e também os descontrole da automedicação.
Em primeira análise, é lamentável ressaltar que a indústria farmacêutica, em certos casos, favorece o consumo desregrado de medicamentos, pois para ela o importante é lucro com a venda de tais produtos. Diante disso, torna-se um problema para o bem-estar da sociedade o esse interesse, visto que, ao tornar conhecido um medicamento para a cura rápida de uma dor de cabeça, por exemplo, ela induz o indivíduo por meio de propagandas e propostas a comprar-lo , mesmo que para reserva. Posto isso, é preocupante o modo de atuação desses fabricantes que visam apenas o crescimento da marca, sem preocupações com o danos que o uso dessa mercadoria , sem acompanhamento médico, pode causar na saúde do cliente, como: infecções. Sob essa óptica, que tem concordância com a teoria do filósofo, Karl Marx, em que o “ter” se torna mais importante do que o “ser”, sendo nesse sentido o “ganho " mais importante que a “ética” é necessário mudanças que beneficiem o cidadão.
Em segunda análise, outro caso que necessita ser debatido é a questão da automedicação, que é “moda” dos brasileiros. Isto é, o uso de medicamentos por conta própria tem se tornado comum na sociedade, sendo essa uma questão complicada, pois a ingestão de comprimidos, por exemplo, sem acompanhamento de um profissional pode causar sérios problemas de saúde e também inibir uma doença grave, como: um tumor. Desse modo, a pouca regidez de fiscalização nas farmácia contribuem para essa prática errada dos cidadãos,visto que, segundo a Anvisa, somente 51% dos medicamentos comercializados no Brasil, em 2013, são fiscalizados. Posto isso, é necessário que exista um controle nas drogarias que fornecem o produto das indústrias farmacêutica, para melhor reduzir a incidência de complicações por esse motivo.
Portanto, com a finalidade de solucionar tais questões o Ministério da Saúde e o Governo devem criar um projeto " entra na legalidade” que vise reduzir tais problemas. Esse deve ser feito com a reunião de profissionais de saúde e pesquisadores que por meio de um debate criem uma lei que vise fiscalizar os estabelecimentos de venda de medicamentos e também a atuação das indústrias farmacêutica no mercado,para que conquistem o interesse do consumidor no produto de acordo com a lei estabelecida.