Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

Segundo a Revista Super Interessante, por trás dos inocentes remédios nas prateleiras das farmácias, há grandes ciladas. Isso mostra a necessidade da discursão sobre os perigosos da indústria farmacêutica no país. Nesse contexto, torna- urgente entender a preocupante medicalização da vida, juntamente com os impasses das técnicas sutis de persuasão do marketing dessas drogas sintéticas.

De início, cabe analisar que segundo o Jornal O Globo, cerca de 60% da população se médica por conta própria. Tal dado revela a preocupante auto medicação por parte da sociedade, a qual ingere remédios por dores muitas vezes mínimas, ou que poderiam ser resolvidas por produtos naturais como chá, remédios fitoterápicos ou apenas mudança no estilo de vida. Assim, grande parte da população fica dependente de drogas sintéticas e suscetível ao uso excessivo e , muitas vezes, desnecessário desses medicamentos. Por conseguinte, a sociedade tende a não seguir indicações e prescrições médicas, podendo se medicar de forma errada ou excesso, causando problemas aos indivíduos.

Ademais, é importante entender que de acordo com a Revista Abril , o marketing da indústria farmacêutica cria necessidades nos indivíduos. Estes, de maneira irracional, tendem a comprar remédios que não precisam apenas por estímulo das propagandas e promoções existentes no mercado farmacêutico. Tal realidade por ser analogamente comprada ao conceito de “Domestificacao Do Corpo” do filósofo Michel Foucalt, o qual destila que corpos fragilizados são docializados a partir de técnicas sutis de dominação. Assim, indivíduos que estão rodeados de marketing convidativos para o consumo de drogas sintéticas, como se estas fosses resolucionar todos os problemas dos cidadãos, são persuadidos e compram tais remédios sem haver a necessidade. Diante disso, há uma sociedade hipocondríaca que tenta adequar suas doenças aos remédios já comprados, dificultando o bem estar social.

Diante dos fatos supracitados, é notório que o Brasil necessita direcionar mais atenção a questão dos perigos da indústria farmacêutica no país. Urge, portanto, que a Secretaria da Cidadania incentive de artes e danças na sociedade, por meio da abertura de Centros Artísticos de Cultura e Danças, os quais explorem o lado artístico dos indivíduos, e possua também aulas de ioga e meditação, com o intuito de promover uma vida saudável a população, diminuindo sua necessidade de remédios. Além disso, cabe também a Mídia a promoção de debates televisivos com especialistas que abordem sobre os perigos da indústria farmacêutica e suas técnicas de marketing, com a finalidade de alertar a população sobre uso malefícios do uso de remédios sem prescrição médica e em quais problemas isso pode desencadear.