Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 13/06/2020

No filme “eu sou a lenda”, o protagonista Robert Neville é um cientista imerso na obra de ficção científica, e, ao decorrer do enredo, tenta impedir a propagação de um vírus terrível e incurável produzido em laboratório. Nesse sentido, os perigos da indústria farmacêutica impulsionada pelo capitalismo e pela ascensão tecnológica, apropria-se de artifícios ilegítimos para induzir o consumo de medicamentos em larga escala. Sendo assim, problemas causados por efeitos colaterais da automedicação e a utilização de medicamentos “paralelos” com qualidade duvidosa, problema que é muitas vezes causadas pelo alto preço dos receitados pelos médicos, está cada vez mais presente na realidade brasileira.

A priori, o capitalismo tornou-se o modo de produção em evidência e, por conseguinte, foi possível perceber diversas vertentes que estavam relacionadas com a conjuntura social, política e econômica do período. Concernente a isso, independentemente de sua fase, seja mercantilista, industrial ou financeira, o lucro, no que lhe concerne, sempre foi a tônica desse modo de produção. Desse modo, dificilmente a indústria farmacêutica ficaria de fora e não teria como um dos principais objetivos os fins lucrativos, o que fez com que a população optasse por medicações mais baratas e muitas vezes sem a devida eficiência, segundo o site “JusBrasil”, 25% dos medicamentos produzidos por um preço mais barato não causa o efeito que deveria causar.

De outra parte, é inegável que a internet facilite a prática de consumir remédios por conta própria. Com a democratização do acesso ao conhecimento, se tornou muito mais simples se auto diagnosticar por meio do “Doutor Google”, bem como saber qual remédio tomar. Tendo em vista que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite a venda de diversos medicamentos sem prescrição médica, é simples para a população adquirir um medicamento e fazer uso deste de maneira inadequada, podendo sofrer com efeitos colaterais indesejados ou graves reações alérgicas.

Em suma, para que essa problemática seja eliminada da sociedade, o governo, principal responsável pelas modificações sociais, juntamente com o Ministério da Saúde, deverá mostrar a população, por meio de palestras e campanhas publicitárias a importância de ir ao médico para obter a medicação correta, e disponibilizar para a população mais carente um remédio de qualidade de forma gratuita, modificando assim essa inadmissível realidade, onde o lucro acaba passando na frente da saúde da própria população.