Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 24/06/2020

A sociedade distópica da era colonial era altamente dependente de sua metrópole Portuguesa. Concatenadamente, os dias hodiernos possuem a mesma dependência com o exterior. Em relação à indústria farmacêutica brasileira, essa realidade não é distante. Isso foi e é um dos polos marcantes da bifurcação desse setor.

De antemão, é necessário avaliar o papel do Estado na produção de medicamentos, uma vez que seu poder de compra é alto e possui grande influência em outros setores. Nesse viés, apesar de comumente criticada, à Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP), que é uma ligação entre o Estado e indústrias de medicamentos, é essencial ao comércio nacional, já que acrescenta indústria e gera novos empregos, favorecendo seu cooperador. Desse modo, nota-se que a participação governamental é fundamental.

Por conseguinte, presencia-se uma forte dependência do comércio nacional para com o exterior. Tendo em vista que as empresas multinacionais não fixam suas indústrias nos países os quais elas vendem, tornando-se uma relação desigual. Ademais, quando o país não provém de determinada mercadoria, torna-se coagido a aceitar o preço proposto pelos laboratórios internacionais. Dessa forma, constata-se a necessidade de investimento no âmbito de pesquisas científicas brasileiras.

Evidencia-se, portanto, que é imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado à responsabilidade de dedicar um novo rumo para impostos populacionais, como forma de investimento ao setor de pesquisa científica no Brasil. Através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, empregar em universidades esse orçamento e sempre fiscalizar se há o retorno à população por meio de inovações farmacêuticas. Dessa maneira, às indústrias desse ramo poderão se tornar um pouco independentes e consequentemente conduzirão suas próprias pesquisas, logo, construirão seu próprio mercado.