Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 06/07/2020

O documentário “Big Bucks, Big Pharma", mostra a investigação à multi-bilionária indústria farmacêutica para expor as formas que as doenças são manipuladas visando o lucro e não a saúde dos consumidores. Nesse sentido, tal realidade afirma-se mais forte com a ambição das empresas e seu foco no dinheiro e não na saúde. Outrossim, em consequência à precariedade do sistema de saúde, muitas pessoas não conseguem consultas médicas e óptam pela automedicação, já que as farmácias, em sua maioria, não atendem as normas exigidas pela Anvisa, facilitando a compra de remédios sem receita.

Inseridos em uma sociedade capitalista dominada não só, mas também, pela indústria farmacêutica que fatura, segundo a Anvisa, R$ 63,5 bilhões, valor que só tende a crescer visto que o setor farmacêutico é o segundo maior de investimentos em inovações no país. Visando o lucro de suas indústrias, propende a fabricação de remédios de alto custo com baixa eficácia, mantendo a doença e fidelizando o cliente através da dependência química.

Consoante o filósofo Theodor Adorno, “o consumidor não é soberano como a indústria cultural queira fazer crer; não é sujeito, mas o objeto. O consumo de medicamentos por conta própria, indicação de pessoas não habilitadas ou acesso de informação na internet pode gerar consequências graves, como o uso de corticoides que provocam distúrbios hormonais e outros problemas. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) 75% dos remédios prescritos não são adequados a enfermidade e a cada 42 minutos uma pessoa morre intoxicada por uso indevido de medicamentos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o perigo da influência da indústria farmacêutica, apesar de não haver soluções imediatas, providências precisam ser realizadas. O governo em parceria com o Ministério da Saúde deve promover campanhas realizadas por profissionais da saúde, nas escolas e residências para conscientizar a população do uso de remédios por indicação de um médico e os riscos da automedicação, podendo diminuir os índices de uma sociedade com menos problemas de saúde e mais informada. Além disso, intensificar as fiscalizações em farmácias pela venda de medicamentos sem prescrição médica e punir por meio de multas, diminuindo os riscos de saúde e manipulação das farmácias na vida dos brasileiros. O dinheiro não está nas pessoas sadias e mortas, e sim nos doentes crônicos.