Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 15/07/2020
A indústria farmacêutica esconde inúmeros perigos, dentre eles, a automedicação. Segundo o ICTQ, 79% das pessoas com mais de 16 anos se automedicam e entre a faixa etária de 25 a 34 anos o número é de 91%. A automedicação ocorre pela facilidade de acesso aos remédios e as consequências são, dentre outras, a intoxicação.
O fácil acesso aos medicamentos é a principal causa da automedicação, afinal, não é preciso se consultar com um médico ou farmacêutico para comprar remédios, suplementos ou vitaminas. “Qualquer pessoa pode comprar um analgésico no balcão da farmácia, como se fosse um chiclete”, afirma o médico cardiologista Dr. Marcos Vinícius. Isso acaba por gerar um quadro de consequências, dentre elas a intoxicação.
Segundo a Dra. em Biotecnologia Laura de Freitas, são registrados casos de falhas no fígado por conta de abuso de suplemento alimentar de chá verde. De acordo com a farmacêutica, graduada pela UnB, Flavia Masson; a cada 12 horas uma criança é levada à uma emergência por intoxicação causada por dipirona. O Dr. Drauzio Varella acrescenta que: “o principal motivo dos transplantes de fígado é o abuso de remédios”. A única maneira de diminuir a intoxicação por automedicação é a restrição da compra de remédios.
Na Inglaterra, houve a criação de um modelo, que reduziu os números de automedicação, chamado de “prescrição farmacêutica”. Basicamente, as drogas, que antes eram liberadas ao público em geral, passaram a exigir a prescrição de um farmacêutico formado. Isso reduziu os números de intoxicação e desperdício de medicamentos, segundo a BBC.
Cabe, portanto, ao Conselho Federal de Farmácia legalizar a profissão de farmacêutico clínico e exigir que as farmácias possuam um consultório dentro delas. Também é necessário que a Anvisa aprove as novas restrições de medicamentos e suplementos, e que a população peça ao poder público a execução imediata de tais medidas para mitigar os danos causados pelo modelo antigo.