Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 16/11/2020

Os filósofos Theodor Adorno e Horkheimer discorriam acerca da indústria cultural, e de seus perigos com a influência cotidiana. Nesse contexto, tais pensadores acabaram prevendo os riscos da indústria de massa, e atualmente, o ramo farmacêutico não é diferente, pois, diariamente prejudica a vida de muitos brasileiros. Logo, são perigos oferecidos pela mesma, o surgimento de novas doenças e o vício, e medidas que alterem tal realidade são essenciais.

A priori, cabe salientar que as interações medicamentosas são um risco quando ignoradas, o uso da bula, aliado a uma boa interação entre profissional da saúde e paciente poderiam salvar vidas, no entanto, tal atitude muitas vezes não ocorre. Nesse prisma, cabe citar a ingestão de ácido acetilsalicílico quando o indivíduo está com dengue, o que pode levar a óbito, devido a dengue hemorrágica, ou pode acarretar em sequelas, e novas doenças para tratar. Dessa forma, nota-se que a cautela e informações podem mudar o rumo da vida dos pacientes que consomem os medicamentos.

A posteriori, é nítido que o interesse da indústria farmacêutica é faturar sobre as doenças, desde as mais simples, como uma dor de cabeça, até as mais complexas e crônicas, como complicações cardíacas. Nesse ínterim, muitos medicamentos acabam viciando seus consumidores, e tal atitude pode ter consequências graves. Ademais, a série Grey’s Anatomy, relata em diversos episódios como o uso de remédios de forma descontrolada e sem assistência pode levar a procura por drogas pesadas, e consequentemente a morte.

Destarte, infere-se que a indústria farmacêutica oferece riscos para seus consumidores. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, a cobrança para que as interações medicamentosas e riscos sejam mais divulgadas, por meio de campanhas em praças, e pela mídia com uso de aplicativos informantes, ampliando o leque de informações, e prevenindo o povo. Outrossim, é responsabilidade da farmácia e funcionários, a exigência de bula por grande parte dos medicamentos, além de explicar o risco de vício para o comprador, formando uma população mais consciente e menos dependente de  remédios.