Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 30/07/2020

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), cerca de 20% dos medicamentos comercializados são irregulares ou falsificados. Sob essa perspectiva, pode-se analisar os riscos das indústrias farmacêuticas, tais quais a venda ilegal de remédios e o automedicamento têm protagonismo nesse cenário.

Em primeira instância, de acordo com o Artigo 196 da Constituição, é dever do Estado garantir saúde para a população, porém essa não é a realidade brasileira. Isso pode ser visto devido a inobservância estatal no que tange a rigorosidade das vendas de remédios com receitas médicas. Tal atitude pode ser justificada uma vez que há o superfaturamento ao comércio ilegal de medicamentos e seu contrabando. Como consequência desse canário, há a impunidade dos indivíduos que cometem tal crime, o que corrobora aos perigos das indústrias farmacêuticas.

Outrossim, deve-se ressaltar, também, que a automedicação tem protagonismo no cenário atual da problemática. Sob essa perspectiva, foi criada o site “Doutor Google”, o qual oferece falsos diagnósticos para seus navegadores. Tendo isso em mente, há o aumento massivo de casos de auto diagnóstico, uma vez que os indivíduos são constantemente bombardeados com falsas informações de remédios e curas, o que contribui para o aumento dos riscos relacionados as fábricas farmacêuticas. Dessa forma, as práticas atuais acabam por corroborar a maior dependência dessas pessoas com tais medicamentos, e, influenciando para a persistência do panorama atual.

Dessarte, medidas que visam solucionar os perigos das indústrias farmacêuticas são necessárias. Para tal, o Ministério da Saúde deve contratar profissionais capacitados para aumentar a fiscalização do fornecimento de remédios para os cidadãos, por meio de aberturas de concursos públicos. Essa proposta sugere que haja a mitigação do uso e comércio de medicamentos ilegais, para que, então, os riscos à saúde dos indivíduos diminuam, assim como o cumprimento da Carta Magna.