Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 31/07/2020

Em dezembro de 2019, na China, surgiu um vírus com potencial pandêmico chamado COVID-19 (Corona Vírus). Em decorrência disso, a busca por medicamentos aumentou significativamente, posto que essa enfermidade atinge com mais rigor idosos e pessoas com baixa imunidade. Dessa forma, a indústria farmacêutica, com alto investimento em propagandas, induz a população à automedicação e o uso excessivo dos fármacos.

Sob esse viés, o uso indiscriminado de remédios está ligado ao fácil acesso de tal medicamento e a ignorância de indivíduos. Nessa lógica, a Revolução Técnico-Científico-Informacional, promoveu um conhecimento errôneo nos populares, por causa da circulação de fake news e sites com informações equivocadas sobre determinado fármaco. Conforme a farmácia Saúde Brasil, na cidade de São Paulo, cerca de 70% das pessoas compram o medicamento sem prescrição médica. Essa realidade torna-se evidente, já que os cidadãos procuraram seus sintomas na internet e, com isso, preocupam-se em ter uma doença específica. Em síntese, esse ato leva à complicações de saúde, além de criar indivíduos hipocondríacos.

Sob outra análise, as drogas consumidas em âmbito nacional levam ao questionamento da eficácia do produto, visto que, geralmente, os medicamentos não solucionam a adversidade, pelo contrário, agrava e leva ao vício. Nesse sentido, segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, o erro do homem é sacrificar sua saúde em prol de outros benefícios. Analogamente, nota-se que a saciedade de bem estar e sensação de prazer ao usar determinado medicamento atinge, diretamente, a vitalidade do indivíduo, no qual pode vir a óbito. Destarte, que medidas são necessárias para conter o avanço dessa controvérsia.

Portanto, para que haja uma melhoria no cenário farmacêutico, é imprescindível o esforço coletivo entre comunidades e Estado. Por tudo isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o instituições midiáticas, propor uma reeducação social, mediante campanhas educacionais na internet e televisão, para expor os riscos ligados à automedicação. Em seguida, o Governo Federal deve implementar postos públicos em bairros, direcionados a saúde, com profissionais especializados da área, por meio de verbas governamentais, com o intuito de promover um acesso democrático a pessoas com sintomas diversos, para que assim propague o uso correto de medicamentos com prescrição médica.