Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 04/08/2020

A Terceira Revolução Industrial que surgiu em meados do século XX após a Segunda Guerra Mundial, ganhou destaque a partir dos avanços tecnológicos e científicos na indústria, com o advento de máquinas tecnológicas de alta qualidade e velocidade de produção. Entretanto, ao observar os perigos da indústria farmacêutica no Brasil, percebe-se que a inovação na área farmacológica é um problema para alguns brasileiros. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência governamental e a falta de profissionalismo colaboram para esse quadro.

Mormente, a inobservância do Governo é o principal fator responsável para a permanência da problemática. Tal fato ocorre porque as autoridades não se preocupam em conscientizar a população sobre os riscos da automedicação para a saúde. Nessa perspectiva, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, algumas instituições -dentre elas o Ministério da Saúde- perderam o seu papel social e configuram-se como ‘‘Instituições Zumbis’’ ao manter apenas a sua forma e encarregar a população a resolução de seus problemas. Assim, por consequência da falta de conhecimento, muitos cidadãos ingerem medicamentos sem prescrição médica, o que pode ocasionar não só problemas ao cidadão, como também a normalização desse comportamento.

Outrossim, a ausência de profissionalismo é outro fator primordial para a temática. Essa situação se deve porque muitos farmacêuticos, principalmente das cidades pequenas, vendem remédios sem a receita médica. Dentre tais medicamentos, o remédio controlado gera dependência química no cidadão, o que pode ocasionar um ciclo vicioso prejudicial ao indivíduo. Logo, nota-se que o direito à vida e à saúde presentes na Constituição Federal de 1988 estão sendo contestados. Nesse sentido, consequentemente, percebe-se que a indústria farmacêutica cresce linearmente com o descumprimento da lei que proíbe a venda de remédios controlados sem receita médica.

Dessa maneira, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, em parceria com o Ministério da Educação, deve, por meio da criação de um propaganda obrigatória nos grandes canais de televisão e na mídia, divulgar os perigos da utilização de medicamentos sem antes consultar um médico, com o viés conscientizar a população sobre os efeitos do uso inadequado de remédios. Além disso, o Governo deve distribuir médicos igualmente para todo o território nacional para atender os cidadãos e medicá-los corretamente. Ademais, o Ministério legislativo, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve fiscalizar todas as farmácias brasileiras, a fim de impedir a venda de remédios controlados sem receita médica. Assim, espera-se reduzir os perigos da indústria farmacêutica.