Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 04/08/2020

O Brasil já coleciona casos de perigos na industria farmacêutica em pleno século XXI. Não é exagero afirmar que isso se dá em razão da automedicação praticada pelos brasileiros, além da falta de conhecimento da sociedade em relação aos remédios ingeridos. Sem dúvida, o país deve preparar-se melhor para atender às novas demandas sociais, sob pena de retrocessos socioeconômicos irreparáveis.

Em primeiro plano, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a automedicação realizada por mais de 70% de pessoas acima de 16 anos rompe essa harmonia, haja vista que consequências irreparáveis podem acontecer com o indivíduo que efetua tal pratica citada.

Outrossim, destaca-se a falta de conhecimento da sociedade como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que tal falta de conhecimento pode ser o desencadeador para futuras complicações na saúde da pessoa.

Fica claro, portanto, que o Poder público e comunidade civil devem se debruçar sobre os perigos da indústria farmacêutica, em caráter de urgência. Logo, cabe ao governo fazer propagandas para divulgar a importância do uso moderado e cuidadoso de remédios, deixando em evidência o auxílio de médicos qualificados se necessário. Essa medida deve ser feita por meio de vídeos criados por crianças, e para tanto, é necessário a contribuição da família para tal ação, cujos efeitos não serão apenas a diminuição de automedicação, mas também o autoconhecimento da sociedade em relação ao tema . Talvez, assim, seja possível construir um país de que Aristóteles pudesse se orgulhar.