Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 22/08/2020
É de conhecimento geral, que o consumo de fármacos de forma indiscriminada e sem orientação médica causa inúmeros danos à saúde. Entretanto, desde 1990, com a produção de propagandas realizadas pela indústria farmacêutica de modo a atingir diretamente o mercado consumidor, houve um drástico aumento no consumo de medicamentos de forma inadequada, levando a queda da qualidade de vida.
A priori, na série “Euphoria”, a personagem interpretada por Zendaya é uma adolescente dependente química, cujo primeiro contato com drogas foi através do consumo de analgésicos. Nesse aspecto, o documentário “Take your pills”, que apresenta histórias de jovens dependentes de insumos da indústria farmacêutica, reitera que o uso inadequado ou descabido de fármacos ocasiona vícios, distúrbios emocionais e enfermidades físicas.
Outrossim, em virtude dos adventos da Revolução Técnico-Científico Informacional, o rápido acesso a propagandas e informações, erroneamente propagadas nos meios de comunicação, induz a população à automedicação. Sob esse prisma, a pandemia do COVID-19, exemplifica a predisposição ao acesso de medicamentos no Brasil, posto que em decorrência das fake news e o medo imposto pela indústria farmacêutica, a busca por fármacos provocou o esgotamento de remédios essenciais ao tratamento de outras doenças.
Destarte, é evidente que a automedicação, influenciada pela indústria farmacêutica e a mídia, apresenta graves riscos à saúde. Desse modo, urge que o Ministério da Saúde crie leis, por meio da Câmara dos Deputados, que regulem a produção e exibição de propagandas sobre fármacos, em todos os meios de comunicação, de forma a apresentar as ameaças que tais produtos podem apresentar. Dessa forma, espera-se formar um Brasil livre dos riscos causados pela automedicação.