Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 17/09/2020
“Opioides matam mais americanos do que violência armada”, é a frase que dá inicio ao sexto episódio do documentário “Drogas: oferta e demanda”. No capítulo, detalha-se como a industria farmacêutica pode criar dependentes químicos em massa, e manipular o mercado de drogas legais. Assim, devem haver recursos jurídicos que protejam a sociedade desses perigos, mesmo que seja necessário interferir na liberdade econômica das empresas.
Primeiramente, cabe aos cidadãos, em especial os brasileiros, perceberem a problemática do controle massivo de dependência química que a industria farmacêutica possui e, a partir disso, cobrar proteção estatal em forma de leis. Nesse contexto, seria útil a criação de um teto de lucro e produção de drogas legais, assim, remédios conhecidamente viciantes não serão prescritos em excesso, como em 2015, quando o calmante “Rivotril” foi o segundo medicamento mais vendido no país.
Ademais, sabendo que tais substâncias serão acessíveis à sociedade, deve-se investir esforço na redução de danos colaterais. Tal como feito com o cigarro, que, apesar de legalizado, não pode ser objeto de propaganda, qualquer tipo de droga não deve ser recomendada sem divulgação dos perigos que possui. Dessa maneira, para garantir a instrução do “consumidor”, deve haver advertências claras, logo nas embalagens, especialmente sobre efeitos colaterais.
Finalmente, entendendo os perigos da indústria farmacêutica, no Brasil e no mundo, conclui-se que as principais ameaças à sociedade são a busca do lucro acima da saúde, que cria dependentes químicos, e o controle do mercado de remédios. Então, a sociedade deve pressionar o Estado para protegê-la, e a proteção é feita criminalizando a super-produção de drogas legais, bem como a propaganda das mesmas. Consequentemente, decerto haverá diminuição no consumo de medicamentos para fins banais, pois a oferta influenciará a demanda e, a longo prazo, a interferência do Estado na economia se provará adequada.