Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 28/08/2020
O desenvolvimento de medicações como a penicilina por Alexander Fleming foi um marco para a humanidade, pois possibilitou o tratamento de algumas patologias. Contudo, as indústrias farmacêuticas que estão por trás da promoção de diversas medicações, hodiernamente, têm mostrado um lado de riscos alarmantes. De maneira que, a divulgação desenfreada de remédios tem gerado uma sociedade que se automedica de modo preocupante.
Assim, é notório ressaltar o quanto esse ramo é lucrativo, como fica evidente no faturamento anual da fábrica da aspirina estimado em 700 bilhões de dólares por ano, segundo a revista Super. Concomitantemente, quase 40% desse lucro é revertido para o marketing, que gera propagandas e anúncios chamativos ao público. Nesse sentido, a sociedade vislumbra o remédio como um produto atrativo, aquém da seriedade do uso de uma medicação.
Por esse viés, diante do âmbito estabelecido pelo marketing, associado com a facilidade com a qual as pessoas acham informações sobre doenças e medicações na internet, faz elas se verem aptas a se automedicar, considerando seu próprio diagnóstico. Tal fato, pode trazer consequências preocupantes. Assim, segundo a OMS, hospitais gastam de 15% a 20% com complicações de automedicação, sendo possível levar ao atraso de diagnósticos, agravamento de distúrbios, dependência, dentre outros.
Em síntese, é visível o quanto as benesses desse meio podem ser convertidas em males. Portanto, para a mudança desse cenário, é preciso que o governo, em todas as suas instâncias, se una aos ministérios competentes, indústrias e mídias, com o intuito de fazer propagandas mais conscientes, que busquem atentar as pessoas aos riscos do consumo irresponsável de medicamentos. De modo que, isso ocorra em parceria com médicos, psicólogos, bem como hospitais, escolas e universidades, para que nesses meios sejam realizados fóruns periódicos sobre o tema. Só assim as descobertas de Fleming e outros serão de fato aproveitadas.