Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 10/09/2020

A série “Dr. House”, criada por David Shore, apresenta o cotidiano de um brilhante médico chamado Gregory House e no decorrer da série percebe-se, com frequência, pessoas que chegam ao hospital sentindo dores e mostrando remédios que estavam usando por conta própria. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na série pode ser relacionada com o cotidiano dos brasileiros, que praticam a automedicação. Nesse contexto, não há dúvidas, que a indústria farmacêutica apresenta perigos ao Brasil, os quais ocorrem, não só pela desinformação da população, mas também pela facilidade de se automedicar.

Em primeiro lugar, é importante destacar, que a internet fez com que a informação estivesse cada vez mais disponível para o internauta. Porém, isso não é, necessariamente, algo benéfico, pois ela também virou o principal centro de marketing de empresas que vender sintomas para pessoas sugestionáveis, com a finalidade de aumentar a demanda por medicamentos. Nesse sentido, desde que a indústria farmacêutica descobriu que medo de doenças e até a hipocondria vendem drogas, as novas doenças, sintomas e riscos com que as pessoas precisam se preocupar parecem não ter fim. Mas se sabe que essa prática é perigosa, já que se automedicar pode ser a causa tanto de uma dependência química do paciência quanto da formação de superbactérias. Desse modo, fica explícito a necessidade de conscientizar a população, fazendo-a evitar essa prática.

Outrossim, a facilidade de se automedicar apresenta-se como impulsionador do problema. Segundo pesquisa feita pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade, 72% dos brasileiros se medicam por conta própria e 40% da população faz o autodiagnóstico por meio da internet. Portanto, no Brasil, é muito fácil comprar remédios nas farmácias sem receita médica, mesmo isso sendo uma prática ilegal e prejudicial,visto que o remédio receitado pela internet pode proporcionar mais prejuízos do que benefícios. Nesse sentido,faz-se necessário um aumento nas rigidez das leis para evitar esse erro.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, o Ministério da Saúde — órgão governamental responsável por promover, assegurar e proteger a saúde de toda a população brasileira — deve criar aplicativos, por meio de profissionais da área da tecnologia e comunicação, que terão como função divulgar os problemas gerados pela automedicação, além de mostrar que a internet não deve ser usada para se buscar remédios, com a finalidade de acabar com a desinformação da população. Ademais, o Poder Executivo deve aumentar a rigidez com que aplica as leis que proíbem a compra de remédios sem receita, além de torná-las mais severas e com multas mais altas.