Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 01/09/2020
O avanço tecnológico eclodido principalmente a partir das Revoluções Industriais desde o século XVIII, deixou evidente algumas contradições do avanço científico. A partir desse contexto, podemos evidenciar, por exemplo, o desenvolvimento de bombas nucleares que, após a Segunda Guerra Mundial, mostrou potencial de destruir a humanidade. Nesse viés, hodiernamente, um dos contrastes desse avanço é a indústria farmacêutica, uma vez que o estímulo à automedicação e à exploração social são os perigos dessa problemática.
A priori, é válido salientar que, a busca pela melhora de desempenho seja profissional, esportivo e até mesmo sexual, é cada vez maior. Em concordância com esse cenário, o filósofo Guy Debord, em seu livro ‘‘A Sociedade do Espetáculo’’, explicita que as pessoas vivem suas vidas como se fossem uma performance, na qual sempre tentam aparentar a perfeição e gerando, ainda, disputas sobre quem alcança a meta mais alta. Desse modo, surge uma busca implacável por fármacos que auxiliem nos rendimentos de cada indivíduo e, ao mesmo passo, se automedicar torna-se um elemento coercitivo. Sobretudo, isso gera consequências negativas, haja vista que, medicamentos fora da prescrição médica podem ter graves efeitos colaterais e contribuírem a criação de superbactérias.
Não obstante, outro fator preocupante à temática é o marketing atrelado a essa indústria que, em síntese, oferece curas rápidas e eficazes. Quando um laboratório apresenta uma nova fórmula que combate a enxaqueca em questão de segundos, por exemplo, o indivíduo não vê necessidade de se consultar com um especialista da área, e acaba indo à farmácia mais próxima para adquirir o remédio mágico. Por conseguinte, o resultado disso é que, segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 50% do consumo de medicamentos acontece de forma desnecessária e impulsiva. Destarte, é necessário que o incentivo à compra dessas drogas sejam revistas, a fim de mitigar essa situação.
Em vista dos argumentos apresentados, torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Logo, o Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Saúde, deve promover a conscientização sobre os riscos de tomar remédios sem regulamento médico, por meio de campanhas educativas que aconteçam em praças públicas semestralmente e com profissionais da saúde capacitados. Logo, poderemos garantir que contradições sobre a ascensão da tecnologia fique somente no passado, e que, em pleno XXI, seja nítido que a ciência é a favor da vida.