Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 05/09/2020
“Enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria livros como este não serão inúteis” , afirmou Victor Hugo no prólogo de “Os miseráveis”. Embora escrita no século passado , a constatação do escritor francês, lamentavelmente ainda, é válida para o atual século , principalmente quando se percebe os perigos da indústria farmacêutica. Analogamente , a humanidade ainda se vê “miserável” , seja pelo uso indiscriminado de fármacos , seja pela ausência de respeito com a saúde dos indivíduos .
A princípio , é lícito postular que o uso indiscriminado de fármacos está intrinsecamente ligado aos perigos da indústria farmacêutica . Sob esse prisma , existem fatores que incitam o crescimento exponencial do consumismo exacerbado , a exemplo das altas taxas de consultas médicas , juntamente com o sistema SUS, que seleciona e determina o atendimento . Tais fatos , contribuem significativamente para os indivíduos adquirirem medidas alternativas , e consequentemente utilizar de forma indiscriminada medicamentos . Nesse contexto , a OMS - Organização Mundial da Saúde , relatou que cerca de 10% da população que pratica automedicação é internada em virtude de reações adversas produzidas ao utilizar demasiadamente medicações sem prescrição. Desse modo , nota-se nitidamente o retrocesso .
Ademais , é seguro ratificar que a indústria farmacêutica e as transnacionais não estão atentas quanto aos riscos da venda e prescrição de fármacos . Sob essa perspectiva , observa-se que há uma influência midiática , a qual incita a dependência de medicamentos , por meio de campanhas e publicidades divulgadas em redes sociais . Juntamente a esse fato , o filósofo Aristóteles afirma em seu livro o conceito de “eudaimonia” , ou seja a felicidade dos cidadãos . Em virtude do que foi dito , percebe-se que na atual conjuntura há a ausência de satisfação por parte da sociedade em geral , visto que a indústria farmacêutica registra 51% do faturamento do mercado nacional - segundo o Data folha , ao prescrever medicações de forma indiscriminada . Dessa forma , é relevante a mudança nesse âmbito.
Logo , em virtude dos fatos supracitados , é mister o combate aos perigos da indústria farmacêutica . Faz-se necessária a participação de ONGS, as quais irão trabalhar contra o uso indiscriminado de fármacos, por meio de de grupos de apoio desenvolvidos em comunidades ausentes de benefícios , com o intuito de informatizar indivíduos ausentes de informação e condições financeiras e consequentemente reduzir os índices . Além disso , é de suma importância a participação do Estado na figura do Ministério da Saúde , criar projetos para ser desenvolvidos em ambientes hospitalares e redes sociais , a fim de auxiliar os indivíduos quanto as propostas demasiadas de medicações e proporcionar boas experiências quanto ao uso de fármacos . Doravante , poder-se-á mitigar a asfixia social descrita por Hugo.