Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 12/09/2020
Em 1928, o cientista Alexander Fleming descobre a penicilina, o primeiro antibiótico, que salvou milhões de soldados durante a Segunda Guerra Mundial. Descobertas como esta na indústria farmacêutica salvam vidas e contribuem com a saúde humana. Entretanto, essa indústria pode ser perigosa quando há o uso inadequado de medicamentos.
Primeiramente, o Brasil é o país que mais se automedica. De acordo com levantamento feito pelo ICTQ (Instituto de ciência tecnologia e qualidade), 72% da população brasileira toma remédios por conta própria e 40% usa a internet como ferramenta de diagnóstico. Isso acontece porque a venda é fácil, boa parte das farmácias vendem remédios sem prescrição médica, ou seja, necessita de uma fiscalização maior, e nem sempre é fácil realizar uma consulta no SUS para conseguir uma prescrição médica correta.
Além disso, muitas pessoas não tem a consciência do quão prejudicial é a automedicação. Há malefícios tanto para a saúde individual do indivíduo, em razão dos efeitos colaterais e do uso descontrolado, quanto a saúde coletiva, pois muitas bactérias por exemplo, pelo processo de seleção natural, se tornam resistentes a determinados antibióticos transformando-se em superbactérias ficando mais difícil de encontrar um antibiótico para controlar a infecção.
Portanto, apesar dos medicamentos serem importantes no combate de diversas doenças, é preciso utilizá-los com cuidado e consciência. Por isso, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o governo federal faça palestras em escolas, empresas, comunidades sobre automedicação e seus perigos, aumente a fiscalização nas farmácias, para que os efeitos dessa prática sejam reduzidos e a população tenha uma boa qualidade de vida.