Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 14/09/2020
A Revolução Técnico científica, iniciada na segunda metade do século XX, inaugurou diversos avanços nos setores farmacêuticos. Embora, apesar dos inúmeros benefícios, no cenário atual brasileiro, observa-se os perigos da indústria farmacêutica, em virtude da falta de orientação pedagógica nas escolas e da silenciação midiática sobre esse problema.
Primeiramente, segundo Rubem Alves, importante escritor, as escolas podem ser comparadas a “asas ou gaiolas”, haja vista que podem proporcionar voos ou condições de alienação, Nesse sentido, constata-se a falta de orientação pedagógica sobre a importância do uso de medicamentos de forma responsável, bem como poucas palestras, são fatores que contribuem para a persistência desse entrave. Dessa forma, enquanto as instituições de ensino representarem “gaiolas”, o Brasil será obrigado a conviver nesse fatídico cenário.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a silenciação provinda dos veículos de comunicação sobre os perigos da indústria farmacêutica frente à sociedade. Um exemplo disso são os altos índices de automedicação da população devido à carência de informações sobre os malefícios dessa prática. Seguindo essa linha de raciocínio, o sociólogo Pierre Bourdieu, afirma que o papel da mídia é disseminar informações que viabilizem o bem-estar social. Assim, uma mudança de postura midiática é imprescindível para transpor as barreiras à construção de um sociedade mais consciente.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Educação propor a implementação de simpósios e palestas nas redes educacionais acerca da necessidade de erradicar a automedicação, a fim de que as escolas possam proporcionar “voos” aos seus alunos. Ademais, a difusão da consciência sobre os malefícios do abuso de remédios deverá ser fomentada por meio de propagandas informativas, que serão exibidas nos grandes meios de comunicação, objetivando que a informação alcance todos os indivíduos.