Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 17/09/2020

Com o desenvolvimento da química moderna, a partir do século XIX, tornou-se possível a criação da indústria farmacêutica, que à priori era para trazer somente benefícios à humanidade. Todavia essa passou a gerar

malefícios à sociedade, principalmente devido ao lucro que buscam, pois incentivam os brasileiros a consumir cada vez mais medicamentos, que podem levá-los aos vícios, e outras mazelas. Logo, se faz necessário o debate à respeito dessa área industrial na atualidade.

Em primeiro lugar, segundo uma pesquisa do Instituto de Pós-graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico, 79% do brasileiros praticam a auto-medicação. Tal fato demonstra uma prática incentivada pela indústria farmacêutica, já que essa faz uso de publicidade de medicamentos sem receita, para os cidadãos se auto-medicarem. Por conseguinte, essa ação pode levar os indivíduos a inúmeros problemas, como à morte, por exemplo, pelo uso inadequado de nimesulida, um anti-inflamatório, que pode ocasionar à insuficiência renal, e à morte por falência do órgão.

Por outro lado, a indústria farmacêutica, assim como outras, faz uso da internet para influenciar os cidadãos ao consumo de seus produtos. Esse fato pode ser observado ao se pesquisar qualquer dor na web, o que resulta em inúmeros diagnósticos, e assim leva os indivíduos a preocupação, e ao consumo de medicamentos que não necessitam. Destarte, esses passam a fazer o uso inadequado de remédios, que podem levá-los ao vício, o que prejudicam suas vidas, pela dependência.

Portanto, a fim de combater os males causados pela indústria farmacêutica no país, deve o Ministério da Saúde, produzir publicidades que incentive os indivíduos a não se auto-medicarem, além de mostrar os males que isso pode causar, porque assim os cidadãos evitarão tal prática. Além do mais, deve o mesmo agente, investir na criação de um órgão, que fiscalize as publicidades dessa indústria, para que essas não incentivem os cidadãos ao consumo desenfreado de remédios. Com essas práticas, certamente, a indústria farmacêutica não será um problema no país.